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Venezuela suspende cooperação com EUA no combate às drogas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo que resolveu suspender a cooperação com a DEA (sigla em inglês), agência dos Estados Unidos de combate ao tráfico de drogas. Segundo Chávez, agentes desse órgão do governo americano estariam atuando como espiões de Washington em território venezuelano. As declarações do líder da Venezuela aprofundam mais a crise nas já tensas relações entre os dois países. Chávez afirmou que a agência americana utiliza o combate às drogas como uma máscara e que, na realidade, a DEA deu apoio ao narcotráfico. Inteligência anti-Chávez Ele acrescentou ainda que os agentes americanos estariam tentando reunir informações de inteligência contra o seu governo. As autoridades em Washington ainda não se pronunciaram sobre as alegações de Chávez. A Venezuela pretende agora rever os termos dos acordos de cooperação com a DEA existentes. "A DEA não é essencial para o combate ao narcotráfico na Venezuela. Continuaremos a trabalhar com organizações internacionais contra as drogas", declarou Chávez. A Venezuela é importante na rota do tráfico de cocaína e heroína da Colômbia rumo à Europa e os Estados Unidos. Em abril, o presidente da Venezuela – que estimula a ira do governo americano ao cooperar com o regime cubano de Fidel Castro e outros rivais de Washington, como o Irã – já havia cancelado operações militares conjuntas com os Estados Unidos. Washington, que é um grande cliente do petróleo venezuelano, vê Chávez e sua retórica de espalhar a "revolução bolivariana" como um risco à estabilidade na América Latina. |
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