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Política dos EUA é responsável por crise na Bolívia, diz Chávez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, culpou o capitalismo “promovido" pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pela recente crise política na Bolívia. Em seu programa dominical em rede nacional de rádio e televisão, Chávez disse que as políticas de livre mercado dos Estados Unidos na América Latina provocaram "exclusão, miséria e desestabilização". O líder venezuelano afirmou ainda que a proposta de Bush para um acordo de livre comércio regional é "um remédio da morte". Segundo correspondentes da BBC, Chávez estaria respondendo a comentários feitos por autoridades americanas de que teria influenciado as recentes manifestações na Bolívia. Papel de Chávez O secretário de Estado assistente dos Estados Unidos, Roger Noriega, disse que o apoio de Chávez ao líder indígena boliviano Evo Morales teria parte de culpa nos enormes protestos que assolaram o país nas últimas semanas. Mas uma reportagem no jornal argentino Clarín traz a notícia de que fontes diplomáticas não identificadas teriam afirmado que o presidente venezuelano na verdade teria tido papel fundamental na resolução do impasse na Bolívia. A reportagem afirma que, após uma frenética troca de telefonemas com Chávez, Morales teria se sentido incentivado a aceitar uma saída constitucional. O Clarín também traz uma entrevista com o ex-presidente boliviano Carlos Mesa, que afirma que, apesar de a empatia entre Chávez e Morales ser conhecida, ele não tinha provas da interferência venezuelana. Socialismo Neste domingo, o programa de Chávez, Aló presidente, durou sete horas. O presidente da Venezuela afirmou que os países da América Latina estão caminhando no sentido de adotar modelos econômicos socialistas em vez do capitalismo americano. Ele disse que o projeto de Bush para uma zona de livre comércio, debatido na semana passada em uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), na Flórida, provocaria mais pobreza e protestos na região. "Nós dizemos 'Não', senhor Bush... Lamento pelo senhor", disse. "O povo da América Latina está dizendo 'Não', senhor Perigo, ele está dizendo 'Não' para o seu remédio", afirmou Chávez. "O capitalismo é a estrada para a desestabilização, para a violência e para a guerra entre irmãos." Manifestações e bloqueios a principais estradas bolivianas forçaram a renúncia do presidente Carlos Mesa na semana passada. |
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