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Acordo entre Chávez e caribenhos cria a Petrocaribe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e outros líderes de países do Caribe assinaram um acordo nesta quarta-feira que cria a Petrocaribe – iniciativa pela qual o governo venezuelano fornecerá petróleo a preços preferenciais à região. "Nasceu a Petrocaribe. Estamos muito felizes", afirmou Chávez, ao assinar o acordo, que foi aceito por 14 dos 16 países reunidos na cidade de Puerto La Cruz, no leste da Venezuela. Uma hora antes da assinatura, no entanto, o presidente venezuelano não parecia tão satisfeito ao dizer que "um conjunto de países" havia adiantado que não participaria do acordo. Chávez dizia ao vivo na televisão pública do país que havia sido informado da decisão pelo seu ministro de Energia, Rafael Ramírez, quando a programação foi suspensa. A interrupção gerou especulações na imprensa local, mas no final apenas dois países se recusaram a assinar o acordo: Trinidad e Tobago, e Barbados. O Acordo Marco, que cria a Petrocaribe, prevê a expansão do chamado Acordo de Caracas, que permite a venda de petróleo e derivados a preços preferenciais a vários países da região. As condições sob as quais a Venezuela vende petróleo a crédito seriam mais generosas e os termos de pagamento seriam mais favoráveis aos compradores. A empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) também montou uma subsidiária no Caribe para oferecer o transporte do produto a preços reduzidos. Além disso, a Venezuela criaria um fundo de desenvolvimento de US$ 50 milhões para os países integrantes do acordo. Como condição para a adesão à Petrocaribe, no entanto, Chávez disse várias vezes durante a reunião que o acordo deveria ser feito entre os Estados, sem incluir as companhias petrolíferas transnacionais. Isso implica que o petróleo não seja transportado, armazenado ou distribuído por empresas multinacionais. "Não podemos entregar mais petróleo à Texaco ou outras companhias privadas", afirmou. Alguns países se mostraram preocupados com essa condição, já que as suas instalações de armazenamento e redes de distribuição pertencem a empresas estrangeiras. Um dos únicos a rejeitarem o acordo, o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, disse que a proposta venezuelana afetaria a indústria do seu país, que tem os vizinhos caribenos como principal mercado. "Os produtos da Venezuela vão ter uma vantagem competitiva em relação aos de Trinidad e isso é muito significativo para nós", disse Manning durante a reunião. Chávez disse esperar que a adoção desse acordo seja o primeiro passo rumo à maior integração da região. Os críticos do presidente, no entanto, alegam que ele está apenas usando o que chamam de "diplomacia do petróleo" para ampliar a sua influência na região. |
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