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Atualizado às: 24 de agosto, 2005 - 04h05 GMT (01h05 Brasília)
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Rumsfeld condena apresentador que pediu morte de Chávez
Pat Robertson
Robertson foi acusado de cometer um ato "criminoso" pela Venezuela
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse que o governo americano não compartilha da opinião do apresentador de TV Pat Robertson de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, deve ser assassinado.

"O nosso departamento não faz esse tipo de coisa. É contra a lei", afirmou Rumsfeld.

Robertson, que apresenta programas religiosos na TV americana, disse no seu programa The 700 Club, transmitido na segunda-feira à noite, que Chávez era um "perigo terrível" que precisava ser eliminado.

"Nós temos a habilidade de tirá-lo do poder, e eu acho que chegou a hora de fazer uso dessa habilidade", disse ele.

Os comentários de Robertson foram descritos como "inapropriados" pelo porta-voz do Departamento de Defesa, Sean McCormack.

Uma representante do apresentador, Angell Watts, disse nesta terça-feira que ele não tinha o que dizer em relação às suas declarações sobre Chávez.

Ato "criminoso"

Durante o programa de segunda-feira, Robertson disse ainda que os Estados Unidos não precisavam de "outra guerra de US$ 200 bilhões para se livrar de um ditador linha-dura", referindo-se à intervenção militar americana no Iraque, na qual o presidente Saddam Hussein foi afastado.

"É muito mais fácil que agentes infiltrados façam o trabalho", afirmou.

Por sua vez, José Vicente Rangel, vice-presidente da Venezuela, afirmou que Robertson cometeu um ato criminoso e acrescentou que a resposta a estas observações vão colocar a política antiterrorismo americana à prova.

"A bola está nos pés dos americanos depois desta declaração criminosa feita por um cidadão daquele país. É uma enorme hipocrisia manter o discurso contra o terrorismo enquanto, ao mesmo tempo, no coração daquele país, há declarações totalmente terroristas como estas", disse Rangel.

O vice-presidente venezuelano afirmou que o governo do país está analisando quais são as medidas legais que poderão ser tomadas.

"Este homem não pode ser um cristão verdadeiro. Foi uma agressão vinda da direita (da América) do Norte", disse Desire Santos Amaral, deputada venezuelana e aliada de Chávez.

Chávez acusou no passado os Estados Unidos de conspirarem para derrubar seu governo e até de possivelmente apoiarem uma tentativa de assassinato contra ele. Em resposta, autoridades americanas afirmaram que as acusações de Chávez eram ridículas.

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