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Venezuela suspende imunidade de agentes antidroga dos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Venezuela revogou a imunidade diplomática de todos os representantes da agência de combate ao narcotráfico dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês). A medida foi tomada depois que o Departamento de Estado americano cancelou os vistos de oficiais da Guarda Nacional venezuelana, alegando suspeitas do envolvimento deles no tráfico de drogas. A decisão americana, por sua vez, foi uma resposta ao anúncio do presidente Hugo Chávez de que estava suspendendo a cooperação com a DEA alegando que o órgão funcionava como instrumento de espionagem política contra o seu governo. O governo americano nega as denúncias e acusa a Venezuela de não cooperar nos esforços contra o narcotráfico. Reciprocidade O vice-presidente de Venezuela, José Vicente Rangel, disse que o seu país vai aplicar uma política de "estrita reciprocidade" ao outorgar vistos para representantes do governo dos Estados Unidos. "Acabaram-se os privilégios para os funcionários da DEA e para os agregados militares que têm gozado de imunidade por figurar como funcionários da embaixada em Caracas", afirmou Rangel. Os correspondentes da BBC no país afirmam que a última decisão do governo venezuelano tende a escalar as tensões nas já estremecidas relações entre Washington e Caracas. Caracas abriu uma investigação sobre as atividades dos agentes da DEA no país. A Venezuela é considerada um ponto importante na rota de tráfico da cocaína que sai da Colômbia. |
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