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Atualizado às: 12 de agosto, 2005 - 21h34 GMT (18h34 Brasília)
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Petróleo caro faz Chávez aprofundar laços na América Latina, dizem analistas

Hugo Chávez e Néstor Kirchner
Chávez tem Kirchner como uma de suas referências na região
A alta no preço do petróleo pode levar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a concretizar com maior rapidez a sua política de maior integração à América Latina, segundo analistas consultados pela BBC Brasil.

“Chávez tem pressa para integrar logo a Venezuela ao Mercosul”, disse o cientista político Luis Vicente León, da Datanálisis Consultores, de Caracas.

“Para ele é uma questão vital. O presidente teme que os ataques diplomáticos dos Estados Unidos transformem-se, em algum momento, em represálias comerciais. Por isso, quer unir logo, de forma mais efetiva, a Venezuela ao bloco.”

Ou seja, dessa forma, na opinião do analista venezuelano, Chávez pode conseguir reduzir os “preconceitos” contra seu país.

Acordos

Foi com esse objetivo que, acredita León, nas poucas horas em que passou, na quinta-feira, por Montevidéu e Buenos Aires, Chávez assinou acordos milionários com os governos do Uruguai e da Argentina, antes de embarcar para o Brasil a fim de se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na Argentina, Chávez assinou acordos que representam um total de US$ 568 milhões nas áreas da indústria naval e de energia, entre outras.

Chávez ratificou ainda a compra de títulos da dívida pública argentina, afirmando que são mais confiáveis do que os papéis americanos.

No Uruguai, o presidente venezuelano anunciou que vai vender ao país petróleo a preços mais baixos durante 25 anos.

Antes, Chávez já havia formalizado outros acordos na região, como a criação da PetroCaribe – instituição que venderá petróleo mais barato para os países caribenhos.

Para o professor de Ciências Políticas da Universidade Católica de Buenos Aires Vicente Massoti, o alto preço do petróleo aumenta “visivelmente” o poder de Chávez na região.

Mas será que a crise brasileira pode levar ao enfraquecimento da influência de Lula na região e ao fortalecimento de Chávez em seu lugar?

O argentino Massoti acha que sim, mas o venezuelano León discorda.

Ele diz que Chávez só quer mesmo uma “capa protetora” contra os ataques diplomáticos americanos.

León acrescenta ainda que o presidente venezuelano respeita o presidente Lula e, mesmo com todo o poder que o dinheiro do petróleo traz, não pretende competir com um dos políticos que são “referência” para ele – os outros são os presidentes da Argentina, Néstor Kirchner, e do Uruguai, Tabaré Vázquez.

66Wall Street Journal
'Problemas' de Lula ameaçam interesses dos EUA.
66TeleSur
Canal de TV latino-americano inicia transmissões.
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