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Pelo menos 50 são presos durante choques em Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 50 pessoas foram presas nesta terça-feira na Faixa de Gaza, depois que ativistas pró-colonos judeus entraram em choque com soldados israelenses que zelam para que a saída de colonos do território ocorra sem problemas. Os choques ocorreram na entrada do assentamento de Neve Dekalim, o maior do território. A violência começou quando os manifestantes tentaram impedir a entrada de caminhões de mudanças no assentamento. De acordo com um correspondente da BBC na região, antes disso alguns ativistas, aparentemente vindos de fora da Faixa de Gaza, queimaram pneus e atiraram tinta nos policiais. Pelo menos um policial ficou ferido. Residentes também bloquearam o portão de entrada de outro assentamento em Gaza, Elei Sinai. Portão Na manhã de terça-feira, as forças israelenses colocaram abaixo o grande portão de metal de Neve Dekalim, no bloco de Gush Katif – que manifestantes transformaram no principal foco de resistência à retirada israelense. A medida dificulta a vida dos manifestantes que tentam bloquear a entrada dos militares e permite que as famílias que queiram sair antes da chegada do exército possam fazê-lo com mais facilidade. Os militares conseguiram transportar para dentro do assentamento mais de cem contêineres, que poderão ser usados pelas famílias que quiserem tirar os pertences de lá. Os colonos têm ainda até a meia-noite desta terça-feira, hora local (18h, hora de Brasília), para saírem dos assentamentos antes que as forças de segurança entrem e os retirem à força. “(Desde segunda-feira) não permitimos nem a entrada de água nem de comida nos assentamentos. O único caminho (para colonos judeus na Faixa de Gaza) é para fora", disse em uma entrevista coletiva na segunda-feira o general-brigadeiro reformado Eival Gilady, conselheiro do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e responsável pela operação. Segundo estimativas não oficiais, cerca de cem famílias saíram dos assentamentos nesta segunda-feira. O jornal israelense Haaretz, citando fontes anônimas, disse na terça-feira que o governo de Israel prevê que a retirada seja completada até a quinta-feira da próxima semana. |
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