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Sharon diz que retirada 'é dolorosa mas essencial' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse nesta segunda-feira que a retirada da Faixa de Gaza é um passo doloroso mas essencial para garantir o futuro do país. Em discurso na televisão israelense, Sharon insistiu que Israel não pode manter sua presença na Faixa de Gaza para sempre e prometeu apoio total aos colonos forçados a deixar a área. O primeiro-ministro israelense disse que os palestinos agora têm que provar que estão comprometidos com a paz e que, se eles fizerem isso, Israel vai oferecer um ramo de oliveiras em troca. As primeiras ordens de despejo para os colonos que não sairam da área foram entregues nesta segunda-feira. Resistência Cerca de 9 mil pessoas têm até a meia-noite de terça-feira para deixar 21 assentamentos em Gaza, e quatro dos 120 assentamentos na Cisjordânia, ou serão removidos à força. Soldados israelenses que entregaram as ordens de despejo na Faixa de Gaza na segunda-feira enfrentaram forte resistência, mas sem violência. Em Neve Dekalim, o maior dos assentamentos, colonos e ativistas judeus radicais de outras áreas, bloquearam a entrada principal, para tentar impedir o acesso de tropas. Mais de 40 mil soldados e policiais israelenses participam da operação. Decisão histórica Esta é a primeira vez que Israel concordou em desmantelar os assentamentos construídos em terra tomada dos palestinos na Guerra dos Seis Dias, em 1967. O líder palestino Mahmoud Abbas disse que a iniciativa é "histórica" mas que Israel também deveria se retirar da Cisjordânia. Centenas de palestinos fizeram uma marcha pela Cidade de Gaza para marcar o início da retirada e outros foram para mesquitas para agradecer a iniciativa em orações coletivas convocadas pela organização militante islâmica, Hamas. Cerca de metade dos 8,5 mil colonos de Gaza já deixaram a área mas cerca de 5 mil militantes judeus radicais se uniram a eles - muitos provenientes de Israel e da Cisjordânia. Os colonos que tiverem que ser removidos à força da área podem perder até um terço de sua ajuda financeira oficial de reassentamento. Em Neve Dekalim, soldados desarmados que entregaram ordens de despejo foram recebidos por manifestantes que pediram a eles que desobedecessem ordens. O repórter da BBC em Neve Dekalim, Richard Miron, disse que este é um momento de grande emoção para os dois lados. Muitos manifestantes choravam, assim como alguns soldados. Alguns colonos disseram que se sentiram traídos pelo governo de Israel. |
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