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Atualizado às: 12 de agosto, 2005 - 10h44 GMT (07h44 Brasília)
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Hamas diz que manterá armas após saída de Gaza
Militantes do Hamas durante treinamento em Gaza
O Hamas alega que seus ataques forçaram Israel a se retirar de Gaza
O grupo extremista palestino Hamas anunciou nesta sexta-feira que manterá suas armas mesmo após a retirada de Israel da Faixa de Gaza.

O líder das Brigadas Izzedine Al-Qassam, Ahmad Al-Ghandour, que raramente dá entrevistas, disse que a intenção é pressionar Israel a se retirar de outros territórios ocupados além de Gaza.

Al-Ghandour disse porém que o Hamas manterá sua promessa de não iniciar ataques durante o processo de retirada.

Outro líder, Abu Ubaida, disse que o Hamas seguirá lutando para libertar toda a terra palestina.

As declarações dos dois foram feitas após a participação de centenas de militantes em exercícios em Gaza simulando a invasão de assentamentos judaicos.

“Questão sagrada”

“As armas são uma questão sagrada. É impossível para nós abandonar as armas mesmo se todos nós formos mortos. A questão das armas não está aberta a discussões”, disse Al-Ghandour a repórteres em Gaza.

Em um discurso ao Parlamento palestino no início da semana, o presidente palestino Mahmoud Abbas pediu a todos os grupos militantes para suspender seus ataques com foguetes contra alvos israelenses como parte de um apelo mais amplo por calma durante a retirada.

Abbas se encontrou com líderes do Hamas na terça-feira em uma tentativa de garantir que os militantes do grupo não tentarão prejudicar a retirada das tropas e dos colonos israelenses.

Apesar de algumas ondas de confrontos, o Hamas vem mantendo em geral a trégua acertada entre Abbas e Israel em fevereiro.

O Hamas, responsável pela maioria dos ataques contra Israel durante os cinco anos de intifada (levante palestino), alega que seus ataques com foguetes foram fundamentais para convencer Israel a deixar Gaza após 38 anos de ocupação.

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, que propôs o plano de retirada de Gaza como forma de reduzir os conflitos e melhorar a segurança do Estado judaico, prometeu que o Exército vai responder duramente a qualquer ataque extremista durante a retirada.

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