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Cerca de metade dos colonos já saiu de Gaza, diz Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de metade dos colonos judeus que vivem na Faixa de Gaza já saiu do território, informaram as autoridades israelenses. Com a aproximação do prazo para a retirada total dos assentamentos judaicos da área – meia-noite desta terça-feira (18h em Brasília) –, os soldados israelenses se preparam para tirar à força o restante dos colonos. Isso, no entanto, só será feito nas primeiras horas da manhã de quarta-feira e não durante a madrugada, segundo informou o Exército de Israel. O primeiro assentamento a ser totalmente evacuado foi Dugit, uma pequena comunidade de 79 pessoas. Mas ainda há muita resistência nos demais 20 assentamentos na Faixa de Gaza. Retirada Pelo menos 50 pessoas foram presas e um policial ficou ferido nesta terça-feira na maior colônia judaica da Faixa de Gaza, Neve Dekalim. Os manifestantes foram detidos pela polícia e colocados em um ônibus para serem levados para fora do bloco de assentamentos de Gush Katif – a maioria deles foi solta após serem retirados da Faixa de Gaza. Os presos quebraram as janelas dos ônibus nos quais foram colocados e alguns teriam conseguido se esconder em prédios públicos dentro do assentamento. Pouco antes, os manifestantes colocaram fogos em pneus e em grandes latas de lixo – para bloquear o caminho dos militares, que acabaram forçando a entrada no assentamento – e atiraram garrafas e ovos. Transporte De manhã, as forças de segurança conseguiram transportar para dentro do assentamento mais de cem contêineres, que poderão ser usados pelas famílias que quiserem tirar seus pertences de lá. "(Desde segunda-feira) não permitimos nem a entrada de água nem de comida nos assentamentos. O único caminho (para colonos judeus na Faixa de Gaza) é para fora", disse em uma entrevista coletiva na segunda-feira o general-brigadeiro reformado Eival Gilady, conselheiro do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e responsável pela operação. Segundo estimativas não oficiais, cerca de cem famílias saíram dos assentamentos na segunda-feira. O jornal israelense Haaretz, citando fontes anônimas, disse nesta terça-feira que o governo de Israel prevê que a retirada seja completada até a quinta-feira da próxima semana. Seculares e religiosos Os assentamentos do norte da Faixa de Gaza, onde se concentram os colonos seculares, são os que foram abandonados mais rápido. Muita gente já vinha saindo mesmo na semana passada, quando a execução do plano de retirada começou a parecer inevitável. A resistência é bem maior, no entanto, nos assentamentos que reúnem colonos religiosos, que acreditam que a conquista de todo o território bíblico de Israel é uma missão dada por Deus ao povo judeu. Uma grande preocupação é com os cerca de cinco mil militantes israelenses que não moram nas colônias de Gaza, mas vieram à região especialmente para ajudar as famílias na resistência. "Vamos evitar violência a todo custo, mas certamente vamos agir de maneira mais decidida contra esses jovens do que contra as famílias que vivem na Faixa de Gaza", disse Eival Gilady. |
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