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Blair discute mudança na lei anti-terrorismo com oposição britânica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se reúne nesta terça-feira como líderes dos dois principais partidos de oposição, o Conservador e o Liberal Democrata, para discutir mudanças nas leis anti-terrorismo do país. A reunião ocorre depois dos ataques de 7 de julho, que mataram mais de 50 pessoas, e das tentativas de ataques do dia 21 de julho, cujos suspeitos continuam foragidos e que culminaram, na sexta-feira, na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes. Os líderes reunidos com o primeiro-ministro devem analisar um pedido da polícia de aumentar o tempo máximo que suspeitos podem ficar detidos sem acusações formais dos atuais 14 dias atuais para três meses. Os conservadores devem pedir que a lei seja mudada para que gravações feitas por "escutas telefônicas" sejam usadas como provas em julgamentos. Escutas e polêmica Blair apóia a idéia em princípio, mas está disposto a ouvir as dúvidas dos serviços de segurança. O gabinete de governo informou que Blair ainda quer ouvir "conselhos" a respeito desta proposta. Os serviços de segurança afirmam que há problemas práticos que podem ser maiores do que os supostos benefícios. O primeiro ministro também não aprovou publicamente a idéia de aumentar o tempo de detenção de suspeitos sem acusações, reconhecendo a potencial polêmica que tal medida pode gerar. Já existe um acordo para a criação de leis que considerem crime a incitação indireta ao terrorismo ou a participação de ações preparatórias para um um atentado. Investigação Ainda nesta terça-feira, a polícia britânica prendeu mais dois homens no norte de Londres depois de realizar buscas em um conjunto habitacional em New Southgate (norte da cidade). O local teria ligações com Muktar Said Ibrahim, de 27 anos, suspeito de tentar explodir um ônibus na quinta-feira, dia 21. A polícia também divulgou o nome de Yasin Hassan Omar, de 24 anos, como o homem que tentou explodir um dispositivo na estação de metrô de Warren Street no mesmo dia. Outros endereços em Londres também foram revistados pela polícia. Segundo a Scotland Yard, os dispositivos que não explodiram no dia 21 de Julho estavam dentro de potes de plástico fabricados na Índia e vendidos em 100 lojas na Grã-Bretanha. E a polícia também confirmou que um dispositivo encontrado escondido em um arbusto num parque do oeste de Londres era parecido com os usados nas tentativas de ataques. Jean Charles A polícia britânica disparou oito tiros contra o brasileiro Jean Charles de Menezes, que foi confundido com um homem-bomba na sexta-feira (dia 22) na estação de metrô de Stockwell. A informação – que amplia a versão oficial anterior que falava em cinco tiros – foi revelada pela investigadora de polícia Elizabeth Baker durante uma audiência do inquérito sobre a morte do brasileiro de 27 anos. Segundo ela, Menezes foi baleado sete vezes na cabeça e uma no ombro. A polícia de Londres não costuma usar armas de fogo, mas as autoridades aumentaram a presença de policiais armados após os atentados de 7 de julho e tentativas fracassadas de ataque no dia 21. No domingo, o chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Ian Blair, afirmou que a ordem de "atirar para matar com o intuito de proteger" vai continuar apesar da “tragédia”. Ele pediu desculpas pela morte de Menezes, mas defendeu seus policiais. Ian Blair disse que os policiais à paisana tinham que atirar contra a cabeça de um suspeito de ser um suicida pois um tiro em qualquer outra parte do corpo poderia disparar a suposta bomba, pois a área do peito ou tronco é a área onde os explosivos geralmente ficam. |
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