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Morte de eletricista divide brasileiros em Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A notícia da morte de Jean Charles de Menezes pela polícia britânica, que o confundiu com um homem-bomba na quinta-feira, foi recebida com um misto de revolta e resignação por brasileiros que moram em Londres. A morte do brasileiro, com cinco tiros na cabeça na estação de metrô de Stockwell, dominou as conversas durante o concurso de Miss Brasil Grã-Bretanha, na noite deste sábado em Londres. "Foi estúpido correr da polícia. Qualquer outro policial faria a mesma coisa. Ele agiu suspeitamente e correu. O policial não teve culpa", disse o músico baiano Everaldo Ita Akbar. "Mas nós viemos de um país sem tradição de guerra, não estamos acostumados com isso." "Absurdo" O cineasta Roberto Valente disse ter ficado chocado "porque foi um brasileiro", mas que "todo mundo é suspeito (em Londres)". Na sua opinião, os últimos eventos em Londres têm relação com a participação do país na ofensiva no Iraque. "Eles estão fazendo guerra no Iraque, estão matando um monte de inocentes." Na opinião da faxineira Daisy Garrido, o que aconteceu "foi absurdo". "Mas a cidade está em guerra. Ele não parou para a polícia. E eu quero me sentir protegida pela polícia.". "Eu fico sentido porque ele é brasileiro. Mas se ele fosse um terrorista, como é que seria?" A tradutora Edinha Carvalho, de Recife, diz que já morou em Israel e que não se assusta com o ocorrido. "Eu não estou com mais medo. Já morei num país onde o terrorismo era pior. Para mim, isso é café pequeno." |
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