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Atualizado às: 23 de julho, 2005 - 22h33 GMT (19h33 Brasília)
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Brasileiro morto queria comprar moto para evitar metrô de Londres

Mapa do local do incidente
Quando ficou sabendo que Londres tinha sido atingida por uma nova série de ataques, a reação de Jean Charles de Menezes foi dizer que ia comprar uma moto para evitar o ônibus e o metrô.

“Estávamos juntos na quinta-feira, e quando vimos que tinha ocorrido um novo ataque o Jean disse que iria comprar uma moto para evitar o transporte público”, contou à BBC Brasil o empreiteiro Gésio César D’avila.

O brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto pela polícia londrina no metrô de Stockwell, no sul de Londres, na sexta-feira quando estava indo encontrar D’Avila na estação de Kilburn, no norte da cidade.

Ele foi baleado cinco vezes na cabeça.

O brasileiro, que tinha 27 anos de idade, estava indo realizar um trabalho como eletricista (ele ia trabalhar em um alarme contra incêndios) que foi combinado na tarde anterior entre os dois.

“Na quinta-feira, ficamos o dia todo juntos e fomos fazer o orçamento da obra. Combinamos de nos encontrar no dia seguinte na parte da manhã.”

Ainda na sexta de manhã, Menezes ligou para seu colega de trabalho para dizer que ia chegar atrasado.

“Ele disse que ia chegar atrasado que por causa do ônibus.”

Gésio ainda falou com seu colega por uma segunda vez. “Ele ligou de novo para dizer que ia chegar bem atrasado por causa do metrô. Depois disso, liguei várias vezes para ele, o telefone tocou, mas ele não atendeu.”

Por volta da 1 hora da manhã do sábado, o celular de Gésio tocou novamente: era a polícia.

“Eles queriam conversar comigo porque viram as ligações dele para o meu telefone.”

Inicialmente, segundo Gésio, a polícia disse que Menezes estava envolvido com os atentados em Londres. “Disse que isso era impossível.”

“Depois de um tempo de conversa, o policial disse que a situação era chata e contou que ele estava morto.”

O empreiteiro disse que Menezes poderia no máximo estar carregando um jornal, já que todo o seu equipamento tinha ficado com o colega.

“Fiquei com a mochila dele para o trabalho, ele só podia estar com um jornal porque ele gostava de ler.”

Gésio conta ainda que o colega, que falava inglês, morava em um bloco na região de Brixton, no sul da cidade, que estava sendo investigado pela polícia.

O empreiteiro conta que os policiais lhe disseram que estavam fazendo uma campana no prédio e que Menezes foi seguido depois de sair cedo de casa.

Gésio passou o sábado todo com a polícia e com os quatro primos que ajudaram a reconhecer o corpo do brasileiro.

“Os policiais disseram que agora a investigação vai continuar para saber o que aconteceu, mas eles não deram nenhuma justificativa.”

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