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Atualizado às: 22 de julho, 2005 - 05h15 GMT (02h15 Brasília)
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Bombas eram para matar, diz chefe da polícia britânica
Uma das bombas foi colocada no metrô de Shepherd's Bush, no oeste de Londres
Uma das bombas foi colocada no metrô de Shepherd's Bush, no oeste de Londres
As quatro bombas que explodiram em Londres nesta quinta-feira foram colocadas com a intenção de matar pessoas, disse o chefe da polícia metropolitana britânica, Ian Blair.

"A intenção dos terroristas falhou", disse o policial.

As explosões ocorreram duas semanas depois de uma série de atentados deixarem 56 mortos na capital britânica.

Assim como ocorreu no dia 7 de julho, as bombas foram colocadas em três trens subterrâneos e um ônibus. Desta vez, no entanto, apenas parte dos explosivos foi detonada.

"Alguns dos dispositivos não explodiram. Os especialistas ainda estão analisando que parte explodiu e que parte não explodiu", afirmou Blair numa entrevista coletiva.

Os incidentes ocorreram nas estações de metrô Warren Street, Oval, Shepherd's Bush e em um ônibus da linha 26, no leste da cidade.

O chefe de polícia não confirmou nenhum ferido. "O serviço de ambulância de Londres nos informou que não recolheu nenhum ferido nos locais da explosão", afirmou. Ele disse que há informação sobre um ferido que foi diretamente ao hospital, mas ainda não se sabe se está relacionado ao incidente.

Teriam ocorrido pelo menos três pequenas explosões, nas estações Warren Street, Oval e no ônibus. Em Shepherd's Bush, teria ocorrido apenas uma tentativa de realizar uma explosão.

As estações foram evacuadas e linhas de metrô que passam nos locais foram paralisadas.

O chefe da polícia se recusou a falar sobre a investigação, porque novos detalhes "são descobertos a cada minuto".

Ian Blair disse ainda que não podia dizer que os ataques desta quinta-feira estão ligados aos de duas semanas atrás. "Há uma ressonância. Foram quatro ataques, agora também são quatro ataques", afirmou. Mas ele disse que ainda ia demorar um pouco para poder afirmar se o mesmo grupo teria sido responsável pelos dois ataques.

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Ele confirmou que a polícia está buscando os suspeitos, mas disse que ainda não se sabe quantas pessoas participaram dos ataques.

Depois dos incidentes, duas pessoas teriam sido presas.

O chefe de polícia disse que a prisão de um homem perto de Downing Street, a residência oficial do primeiro-ministro britânico Tony Blair, mostrada pela televisão, não tem relação com as explosões.

Ian Blair disse também que a polícia ainda está analisando os horários das explosões antes de estabelecer quantas pessoas poderiam ter participado.

Tony Blair

O primeiro-ministro Tony Blair disse que o incidente foi sério e teve o objetivo de assustar as pessoas, mas acrescentou que é preciso continuar vivendo o mais próximo da normalidade possível.

Além de fechamento das três estações atingidas, também foram fechadas as estações de Westminster, Waterloo, Great Portland Street, St. Paul e Oxford Circus e a estação de trens interurbanos de King's Cross.

O prefeito de Londres, Ken Livingstone, disse que, no fim da tarde as linhas estavam voltando ao normal e ônibus estavam substituindo os trens nas linhas fechadas.

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