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Atualizado às: 20 de julho, 2005 - 14h55 GMT (11h55 Brasília)
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Parlamento de Israel rejeita adiamento da retirada de Gaza
Manifestante pró-assentamentos judaicos na Faixa de Gaza
Marcha rumo à Faixa de Gaza foi cancelada, mas alguns prometem continuar
O parlamento de Israel, o Knesset, rejeitou nesta quarta-feira três propostas no sentido de adiar a retirada de colonos judeus da Faixa de Gaza.

A votação ocorreu após um discurso, no parlamento, do ministro da Justiça israelense, Tzippi Livni, defendendo a retirada, prevista para ocorrer no mês que vem.

Durante o discurso, ele foi interrompido diversas vezes por deputados que se opõem à retirada.

Ainda nesta quarta-feira, o presidente do conselho dos colonos israelenses nos territórios ocupados, Benzi Lieberman, anunciou o cancelamento de uma marcha contra a retirada israelense da Faixa de Gaza.

No entanto, não há consenso entre os manifestantes e alguns líderes deles prometeram seguir em frente com a passeata rumo ao território.

Infiltração

Há dois dias, cerca de 10 mil pessoas acampam na cidade de Kfar Maymon, próximo à fronteira com a Faixa de Gaza, cercados pela polícia, que proibiu o protesto.

Os manifestantes planejavam caminhar até o principal assentamento em Gaza, Gush Khatif.

O vice-comandante da polícia do distrito de Negev, Niso Shaham, disse em entrevista à Rádio Israel que há extremistas entre os manifestantes em Kfar Maymon que vêm tentando provocar distúrbios e, por causa disso, a polícia não pôde nem aceitar o pedido de uma marcha ordenada, em escala reduzida.

Mulheres e crianças começaram a deixar o local, enquanto líderes dos colonos judeus pensam em outras estratégias para chegar aos assentamentos.

Lieberman afirma que o objetivo ainda é chegar aos assentamentos, mas que a idéia agora é que os manifestantes se infiltrem em pequenos grupos, tentando burlar a vigilância do Exército.

Bloqueios "insanos"

Um outro líder dos manifestantes, Pinhas Wallertein, afirmou em entrevista à Rádio Israel que "várias pessoas chegaram a Kfar Maymon durante a noite, apesar dos bloqueios insanos e draconianos que a sociedade israelense não deveria agüentar".

"Nós vamos enfrentar o Exército, a polícia, ou quem quer que seja, de maneira digna, pelo tempo que for necessário: um dia, dois, um mês, dois meses."

"Estamos a caminho de Gush Khatif e temos toda a paciência do mundo", disse.

A maioria dos israelenses é a favor da retirada dos 8,5 mil colonos judeus da Faixa de Gaza e algumas centenas da Cisjordânia, mas os opositores argumentam que a retirada significa abandonar um presente dado por Deus e recompensar os extremistas palestinos.

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