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Marcha pró-colonos é cancelada em Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do conselho dos colonos israelenses nos territórios ocupados, Benzi Lieberman, anunciou nesta quarta-feira o cancelamento da marcha contra a retirada israelense da Faixa de Gaza. Há dois dias, cerca de 10 mil pessoas acampam na cidade de Kfar Maymon, próximo à fronteira com Gaza, cercada pela polícia, que proibiu o protesto. Os manifestantes planejavam caminhar até o principal assentamento em Gaza, Qatif Bloc. O vice-comandante da polícia do distrito de Negev, Niso Shaham, disse em entrevista à Rádio Israel que há extremistas entre os manifestantes em Kfar Maymon que vêm tentando provocar distúrbios e, por causa disso, a polícia não pôde nem aceitar o pedido de uma marcha ordenada, em escala reduzida. Retirada Nesta quarta-feira, mulheres e crianças começaram a deixar o local, enquanto lideranças dos colonos judeus pensam em outras estratégias para chegar aos assentamentos. Não há consenso e alguns dos líderes anunciaram a continuação da marcha à noite. Lieberman afirma que o objetivo ainda é chegar aos assentamentos, mas que a idéia agora é os manifestantes se infiltrarem em pequenos grupos, tentando burlar a vigilância do Exército. Um outro líder dos manifestantes, Pinhas Wallertein, afirmou em entrevista à Rádio Israel que "várias pessoas chegaram a Kfar Maymon durante a noite, apesar dos bloqueios insanos e draconianos que a sociedade israelense não deveria agüentar". "Nós vamos enfrentar o Exército, a polícia, ou quem quer que seja, de maneira digna, pelo tempo que for necessário: um dia, dois, um mês, dois meses. Estamos a caminho de Qatif Bloc e temos toda a paciência do mundo." Também nesta quarta-feira, o Parlamento israelense rejeitou em votação uma moção apresentada pela oposição para adiar a retirada israelense da Faixa de Gaza. A maioria dos israelenses é a favor da retirada dos 8,5 mil colonos judeus da Faixa de Gaza e algumas centenas da Cisjordânia, mas os opositores argumentam que a retirada significa abandonar um presente dado por Deus e recompensar os extremistas palestinos. |
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