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Manifestantes desafiam proibição de protesto em Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Manifestantes desafiaram nesta segunda-feira uma ordem das autoridades de Israel e decidiram continuar com os planos de realizar um grande protesto contra a proposta do governo israelense de retirar colonos judeus da Faixa de Gaza. Cerca de 20 mil policiais e soldados israelenses foram mobilizados por Israel para evitar a realização de uma manifestação e uma passeata de três dias, que iria começar nesta segunda-feira e se dirigiria para a Faixa de Gaza. Polícia impediu manifestantes de embarcar em ônibus para a cidade de Netivot, no sul de Israel, onde a marcha iria começar, e também fechou algumas estradas. Mas os organizadores do protesto pediram aos manifestantes que encontrem formas alternativas de chegar a Netivot e disseram que esperavam a presença de até 100 mil pessoas. Vítimas Inicialmente, a polícia havia indicado que iria permitir a realização da manifestação em Netivot, mas impediriam a passeata de entrar na Faixa de Gaza. Mas, depois, todo o protesto foi proibido pelas forças de segurança. O vice-primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que aqueles que desobedecerem a proibição serão responsáveis por qualquer problema e "quaisquer vítimas que surjam. Torçamos para que isso não ocorra". Desde a última quinta-feira, o Exército israelense mantém fechados as entradas da Faixa de Gaza, só permitindo o acesso ao território a pessoas que lá residam. A retirada dos colonos que estão no território deve começar em agosto. Hamas Ainda nesta segunda-feira, o grupo militante palestino Hamas afirmou que vai manter o cessar-fogo informal que mantém com Israel, embora a violência Faixa de Gaza continue aumentando. Hamas afirmou que está comprometido a uma trégua condicional, mas se reserva o direito à "resistência e à auto-defesa". Depois de se reunir com negociadores egípcios, uma autoridade do Hamas, Saeed Seyam, afirmou que o grupo está comprometido com a trégua, mas tem o direito de retaliar as violações que teriam sido cometidas por israelenses. "Se o inimigo parar seus ataques, não teremos que retaliar, mesmo que continuemos a nos defender", afirmou. Militantes palestinos dispararam foguetes e morteiros contra alvos israelenses durante a noite deste domingo, mas os ataques parecem ter diminuído em intensidade, segundo correspondentes. |
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