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Confronto entre palestinos deixa dois mortos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos duas pessoas morreram, entre elas uma criança, em um confronto entre as forças de segurança palestinas e militantes do grupo Hamas na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira. Cerca de 20 pessoas também ficaram feridas no incidente. O conflito começou depois que a polícia palestina tentou impedir que palestinos atirassem mísseis contra alvos israelenses. O líder palestino Mahmoud Abbas tem sofrido intensa pressão do governo israelense e da comunidade internacional para reprimir os ataques contra Israel. Ataque Na madrugada desta sexta-feira, helicópteros israelenses dispararam mísseis no norte da Faixa de Gaza, segundo informações de fontes palestinas. A operação foi feita um dia depois de um ataque palestino lançado a partir de Gaza matar uma brasileira, Dana Galkovitz, no sul de Israel. Ela foi a primeira vítima israelense de um míssil palestino desde que foi acertado um cessar-fogo informal entre os dois lados em fevereiro deste ano. No ataque desta sexta-feira, os isralenses atiraram contra três alvos, incluindo um centro cultural administrado pelo grupo palestino Hamas, perto do campo de refugiados de Jabaliya. Segundo a agência de notícias France Presse, o centro teria ficado seriamente danificado, assim como duas casas vizinhas, mas não houve vítimas. Os dois outros alvos eram um cemitério do qual militantes já dispararam mísseis no passado e uma área próxima do campo de refugiados de Deir al-Balah. Não há indícios de vítimas nem de danos graves. Mahmoud Abbas Na quinta-feira, o líder palestino Mahmoud Abbas chegou à Faixa de Gaza para negociações com facções armadas numa tentativa de salvar o cessar-fogo informal. O acordo já estava ameaçado desde a terça-feira, quando um ataque suicida matou cinco israelenses. Israel respondeu realizando ataques em Nablus, na Cisjordânia, levando o Hamas e as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa a lançar os ataques de quinta. Em outro episódio de violência, o israelense Shimshon Citrin, de 18 anos, foi indiciado por tentativa de assassinato depois de supostamente ter tentado linchar um jovem palestino na Faixa de Gaza, no dia 30 de junho. Segundo as acusações, Citrin atirou pedras na cabeça de Hilal Ziad Al-Majaydeh, mesmo depois de ele ter perdido a consciência. Um outro israelense foi indiciado por agressão qualificada por envolvimento no mesmo ataque. Segundo informações, os atacantes de Al-Majaydeh seriam integrantes do Kach, um grupo antipalestino banido em Israel. A maioria dos atacantes era composta de adolescentes. Citrin foi preso em Jerusalém há duas semanas depois que a polícia viu imagens da agressão feitas pela TV. As imagens mostram um médico militar israelense tentando proteger Majaydeh do ataque dos colonos. |
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