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Atualizado às: 13 de julho, 2005 - 16h39 GMT (13h39 Brasília)
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Sharon ordena ataques contra líderes do Jihad Islâmico
O governo israelense reagiu ao ataque ao shopping em poucas horas
Governo de Israel reagiu ao ataque ao shopping em poucas horas
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, determinou nesta quarta-feira que as forças israelenses lancem o maior número de ataques possíveis contra os líderes do grupo ativista palestino Jihad Islâmico.

O grupo que assumiu a autoria do atentado suicida que matou quatro pessoas e feriu pelo menos 30 em um shopping, em Israel, na terça-feira.

“Dei instruções às forças de segurança para intensificar nossas operações e para atacar o máximo possível os líderes da organização terrorista Jihad Islâmico”, disse Sharon.

Analistas acreditam que, na prática, a ordem de Sharon vai levar à retomada da campanha de assassinatos seletivos do governo israelense contra militantes palestinos.

Essa política estava suspensa no país desde fevereiro, quando palestinos e israelenses acertaram uma trégua não-oficial.

Em um episódio isolado, dois trabalhadores estrangeiros foram seqüestrados – e depois liberados – nesta quarta-feira na Faixa de Gaza.

Um cidadão britânico e um austríaco foram rendidos por homens armados na região central da faixa, de acordo com a TV em árabe Al-Jazeera.

Nas últimas semanas, militantes seqüestraram várias pessoas, entre elas funcionários da Autoridade Palestina e estrangeiros.

Ainda em outra reação ao atentado de terça-feira, o Exército israelense isolou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Tempo indeterminado

Os militares afirmaram que o fechamento das áreas será mantido "até que a próxima notificação seja feita".

Segundo o Exército de Israel, o isolamento de todos os assentamentos judaicos na área ocupada da Faixa de Gaza foi realizado para limitar o movimento de militantes israelenses de direita, opositores do plano de retirada da Faixa de Gaza do primeiro-ministro Ariel Sharon.

O próprio Sharon assinou a ordem de fechamento de todos os 21 assentamentos. Só moradores são autorizados a atravessar as barreiras.

Ultranacionalistas israelenses já tinham anunciado planos de uma manifestação que poderia ter levado milhares de pessoas aos assentamentos.

Autoridades israelenses teriam transformado a área em zona militar fechada para evitar que simpatizantes dos colonos entrassem e engrossassem a resistência à remoção dos assentamentos, marcada para agosto.

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