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Sharon ordena ataques contra líderes do Jihad Islâmico | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, determinou nesta quarta-feira que as forças israelenses lancem o maior número de ataques possíveis contra os líderes do grupo ativista palestino Jihad Islâmico. O grupo que assumiu a autoria do atentado suicida que matou quatro pessoas e feriu pelo menos 30 em um shopping, em Israel, na terça-feira. “Dei instruções às forças de segurança para intensificar nossas operações e para atacar o máximo possível os líderes da organização terrorista Jihad Islâmico”, disse Sharon. Analistas acreditam que, na prática, a ordem de Sharon vai levar à retomada da campanha de assassinatos seletivos do governo israelense contra militantes palestinos. Essa política estava suspensa no país desde fevereiro, quando palestinos e israelenses acertaram uma trégua não-oficial. Em um episódio isolado, dois trabalhadores estrangeiros foram seqüestrados – e depois liberados – nesta quarta-feira na Faixa de Gaza. Um cidadão britânico e um austríaco foram rendidos por homens armados na região central da faixa, de acordo com a TV em árabe Al-Jazeera. Nas últimas semanas, militantes seqüestraram várias pessoas, entre elas funcionários da Autoridade Palestina e estrangeiros. Ainda em outra reação ao atentado de terça-feira, o Exército israelense isolou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Tempo indeterminado Os militares afirmaram que o fechamento das áreas será mantido "até que a próxima notificação seja feita". Segundo o Exército de Israel, o isolamento de todos os assentamentos judaicos na área ocupada da Faixa de Gaza foi realizado para limitar o movimento de militantes israelenses de direita, opositores do plano de retirada da Faixa de Gaza do primeiro-ministro Ariel Sharon. O próprio Sharon assinou a ordem de fechamento de todos os 21 assentamentos. Só moradores são autorizados a atravessar as barreiras. Ultranacionalistas israelenses já tinham anunciado planos de uma manifestação que poderia ter levado milhares de pessoas aos assentamentos. Autoridades israelenses teriam transformado a área em zona militar fechada para evitar que simpatizantes dos colonos entrassem e engrossassem a resistência à remoção dos assentamentos, marcada para agosto. |
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