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Palestinos querem punição de quem ajuda na barreira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Autoridade Palestina pediu que seja coordenada uma ação global contra as empresas que, de alguma maneira, contribuem para a construção da barreira israelense na Cisjordânia. O ministro do Exterior palestino, Nasser al-Kidwa, disse que vai pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) que puna as empresas que estão fornecendo materiais e equipamentos ou indivíduos que contribuem para a construção da obra. Em uma entrevista à agência de notícias Reuters, Kidwa disse que a empresa americana Caterpillar está fornecendo retroescavadeiras e outros equipamentos para o exército israelense. A empresa, no entanto, diz que todas as vendas estão de acordo com as leis americanas. A barreira israelense - formada por muros de concreto e arame farpado - foi qualificada de ilegal por um tribunal da ONU, por estar sendo construída em território ocupado, mas Israel afirma que ela é uma forma legítima de impedir atentados suicidas. Atividades ilegais "Nós queremos ver algumas medidas concretas", disse Kidwa. "Nós estamos propondo medidas completamente punitivas contra entidades, empresas e indivíduos que contribuam para a construção do muro e outras atividades ilegais em território palestino." Kidwa disse que entre as medidas poderia estar uma determinação de que os Estados-membros da ONU não emitam vistos ou fechem contratos de trabalho com empresas ligadas à construção da barreira. Os palestinos e a ONU afirmam que a barreira causa grandes dificuldades para milhares de palestinos na Cisjordânia, isolando-os de hospitais, escolas e empregos. Israel ocupa a Cisjordânia, inclusive o leste de Jerusalém, desde 1967. |
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