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Palestinos pedem resolução sobre barreira na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A delegação palestina na Assembléia Geral da ONU pediu nesta sexta-feira que a Assembléia aprove uma resolução pedindo a Israel que respeite uma decisão da Corte Internacional de Justiça e pare a construção da polêmica barreira que está erguendo na Cisjordânia. A votação da proposta de resolução apresentada pelos palestinos deve ocorrer na semana que vem. Países-membros da União Européia (UE) estão ainda tentando encontrar um consenso sobre a resolução. No entanto, diferentemente do que ocorre com resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, esta não precisaria ser acatada por Israel. O embaixador da Holanda na ONU disse que, ainda que Israel tenha o direito de se proteger, a UE – cuja presidência está sendo ocupada no momento pelos holandeses – exige que o país reverta a construção da barreira. Posições contrastantes O embaixador israelense nas Nações Unidas, por sua vez, disse que a decisão da Corte Internacional de Justiça marcou um dia negro para a instituição, porque não levou em conta os ataques palestinos contra Israel. “O terrorismo a fez necessária”, disse o embaixador Dan Gillerman, se referindo à barreira. “Se não fosse por esse terrorismo, uma solução viável de dois Estados teria surgido há muito tempo. O terrorismo palestino busca não o fim da ocupação, mas o fim de Israel.” Já o embaixador palestino, Nasser Al-Kidwa, disse que “as conclusões da Corte Internacional de Justiça não são negociáveis”. ”Elas são definitivas e nós vamos prosseguir a partir desse ponto. Esta não é simplesmente uma questão de ajuste da rota (da barreira). A questão é a remoção de cada parte do muro que foi construída sobre território palestino ocupado.” |
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