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Decisão de corte internacional é vitória moral para palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A decisão da Corte Internacional de Justiça representa uma significativa vitória moral para os palestinos. Há tempos eles vêm argumentando que a barreira de segurança israelense, que em alguns trechos avança muito pela Cijordânia para englobar blocos de assentamentos judeus, é uma tentativa de impor uma nova realidade. O governo israelense vem insistindo que a barreira está sendo levantada apenas por questões de segurança. Israel pondera que o número de ataques dentro do país diminuiu bastante desde o início da construção da barreira. Na prática Mas até mesmo a Suprema Corte Israelense decidiu que em algumas áreas a rota da barreira torna muito dura a vida de palestinos comuns, separando-os de seus campos de cultivo, hospitais e cidades próximas. No fundo, a questão é o que mudará agora que a barreira foi declarada illegal - se é que alguma coisa vai mudar. A decisão do tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) tem caráter de opinião, não de julgamento formal. E o governo israelense não deve desmantelar a barreira. Ironia Os governos árabes devem buscar uma sessão de emergência da Assembléia Geral da ONU o mais cedo possível para tentar assegurar uma resolução similar à decisão do tribunal. Fontes diplomáticas dizem que uma resolução que mencione "ações práticas" deve ser buscada em setembro. Especialistas alertam contra qualquer expectativa de uma ação mais dura da ONU, e não apenas por causa do veto americano no Conselho de Segurança. Washington e vários de seus aliados europeus sempre estiveram pouco à vontade sobre a possibilidade de esse assunto chegar ao tribunal, por não acreditarem que o resultado seria necessariamente benéfico ao processo de paz. A ironia é que a melhor maneira que os palestinos têm de reduzir o impacto da barreira é pela Corte Suprema de Israel, que já aconselhou o governo a alterar a rota por causa do impacto que ela pode ter no cotidiano dos palestinos. |
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