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Haia decide legalidade de barreira de Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Corte Internacional de Justiça em Haia deve anunciar, nesta sexta-feira, seu parecer sobre a legalidade da barreira que Israel está construindo na Cisjordânia. A deliberação foi feita a pedido da Assembléia Geral da ONU e durou cinco meses. Segundo a correspondente da BBC em Haia, Geraldine Coughlan, a opinião jurídica da Corte não tem efeito obrigatório, mas pode servir de base para uma ação, mais tarde, por parte da Assembléia Geral da ONU ou do Conselho de Segurança. Os juízes receberam argumentos escritos de mais de 40 países. Vazamento O jornal israelense Haaretz diz ter obtido uma cópia do parecer dos juízes de Haia dizendo que a barreira é ilegal e precisa ser demolida. Segundo a publicação, teriam sido 14 votos a favor e um contra a opinião de que a barreira infringe os direitos dos palestinos e não pode ser justificada como uma necessidade militar ou de segurança nacional. Israel, Estados Unidos e vários países da Europa disseram que a Corte não deveria se envolver nesse assunto. Eles afirmaram que o problema era político e não legal e, qualquer opinião da Corte de Haia, poderia interferir no processo de paz da região. Israel insiste que a construção da barreira – parte uma cerca, parte um muro de concreto – é necessária para conter militantes da Cisjordânia. Já os palestinos a consideram uma apropriação indevida de suas terras. Israelenses, parentes de vítimas de atentados, estavam se reunindo em frente à Corte em Haia para protestar. |
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