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Atualizado às: 23 de fevereiro, 2004 - 22h27 GMT (19h27 Brasília)
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Palestinos protestam contra o muro em Gaza e na Cisjordânia
O muro está em debate na Corte Internacional de Justiça em Haia
O muro está em debate na Corte Internacional de Justiça em Haia
Milhares de palestinos se manifestaram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza no que chamaram de um "dia de cólera" em protesto contra o muro que Israel está construindo.

Os protestos ocorrem no momento em que a Corte Internacional de Justiça de Haia começa a analisar a questão.

Perto das cidades de Jenin e Tulkarem, na Cisjordânia, soldados israelenses dispararam gás lacrimogéneo para impedir manifestantes palestinos de marcharem perto da estrutura.

Em Belém e Abu Dis, perto de Jerusalém, jovens palestinos apedrejaram militares israelenses que dispararam gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Arafat

O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, incitou os manifestantes num discurso na TV pedindo que "fizessem sua voz ser ouvida contra o muro da expansão e da anexação".

Israel afirma que a barreira, que terá cerca de 700 km na Cisjordânia, tem o objetivo de impedir suicidas palestinos de chegar às suas cidades. As autoridades israelenses dizem que não se trata de uma fronteira definitiva.

A Corte Internacional de Justiça em Haia, na Holanda, iniciou nesta segunda-feira as audiências do julgamento sobre a legalidade do muro de segurança que Israel está construindo na Cisjordânia.

Em seu primeiro depoimento à corte, o representante palestino na ONU (Organização das Nações Unidas), Nasser al-Kidwa, afirmou que o muro não foi construído por motivos de segurança, mas para ''entrincheirar a ocupação israelense'' e aumentar as áreas palestinas anexadas.

Kidwa afirmou que se o muro for terminado será quase impossível chegar à solução para o conflito no Oriente Médio, que prevê a criação de dois Estados.

Durante três dias, serão feitos cerca de 16 depoimentos, a maioria de representantes de países solidários aos palestinos.

Israel disse que a Corte não tem autoridade para examinar o caso e não enviará representantes.

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