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Muro de Israel é ocupação, diz palestino à Corte de Haia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Corte Internacional de Justiça em Haia, na Holanda, iniciou nesta segunda-feira as audiências do julgamento sobre a legalidade do muro de segurança que Israel está construindo na Cisjordânia. Em seu primeiro depoimento à corte, o representante palestino na ONU (Organização das Nações Unidas), Nasser al-Kidwa, afirmou que o muro não foi construído por motivos de segurança, mas para ''entrincheirar a ocupação israelense'' e aumentar as áreas palestinas anexadas. Kidwa afirmou que se o muro for terminado será quase impossível chegar à solução para o conflito no Oriente Médio, que prevê a criação de dois Estados. Durante três dias, serão feitos cerca de 16 depoimentos, a maioria de representantes de países solidários aos palestinos. Israel disse que a Corte não tem autoridade para examinar o caso e não enviará representantes. Manifestações são esperadas na frente do prédio da Corte, onde serão expostos os destroços de um ônibus israelense destruído pela explosão de um homem-bomba, em 29 de janeiro, em Jerusalém. Onze pessoas morreram no atentado suicida. Veredicto A decisão do tribunal, que pode levar meses para ser divulgada, não tem força de lei, mas pode causar constrangimento diplomático a Israel. O julgamento foi feito a pedido da Assembléia Geral da ONU. Os palestinos alegam que a barreira é uma apropriação de terras pelo governo israelense. Israel diz que o muro tem como objetivo conter autores de potenciais atentados suicidas. |
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