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Corte em Israel decide legalidade de muro na Cisjordânia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte de Israel iniciou nesta segunda-feira uma audiência para decidir sobre a legalidade do polêmico muro que corta a Cisjordânia. O caso judicial foi instaurado por grupos de defesa dos direitos humanos em Israel, que dizem que a barreira é ilegal porque está sendo construída em terras ocupadas. No próximo dia 23, será a vez de o caso ser julgado pela Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda. No domingo, pressionadas pelo governo americano e pela Autoridade Palestina, autoridades israelenses afirmaram que o traçado do muro será alterado: é possível que sejam cortados 100 quilômetros do projeto original e que sejam descartados os planos de poupar assentamentos judeus de serem cortados. Zalman Shoval, conselheiro do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou que as modificações deverão ser apresentadas a representantes do governo americano na semana que vem. "Queremos mais do que tudo entrar em acordo com os Estados Unidos", afirmou Shoval. Contra militantes O governo israelense alega que a barreira é fundamental para impedir que militantes suicidas palestinos se infiltrem no país vindos da Cisjordânia. Os palestinos rebatem dizendo que se trata de um artifício para Israel se apossar de suas terras e tentar impedir a criação de um Estado palestino. As organizações que entraram com o processo em Israel – o Centro para a Defesa do Indivíduo e a Associação dos Direitos Civis de Israel – querem que o muro seja reprojetado para ser colocado exatamente na fronteira da Cisjordânia. Atualmente, a maior parte dos 720 quilômetros do projeto está sendo construída dentro do território da Cisjordânia, afetando a vida de milhares de palestinos. Se a corte israelense se decidir em favor da petição apresentada pelas ONGs, o processo legal poderá ser estendido por um longo período. O ministro palestino Jamal Shobaki disse que a Autoridade Palestina vai se opor à barreira se ela invadir terras palestinas em "até um centímetro". O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, iniciou no domingo, no Egito, sua primeira viagem internacional desde que tomou posse, na tentativa de buscar apoio contra o muro. |
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