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Justiça israelense determina mudança no muro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte de Israel determinou mudanças no traçado do muro na Cisjordânia, alegando que está prejudicando os palestinos. O traçado em torno de Jerusalém deve ser alterado para reduzir as dificuldades, mesmo que isso represente menos segurança para Israel, segundo a decisão da Corte. A correspondente da BBC em Jerusalém, Barbara Plett, disse que a decisão cria um precedente para outros processos judiciais contra o muro. Israel diz que o muro é necessário para impedir a entrada de homens-bomba. Palestinos dizem que é uma apreensão de terra, que afasta as pessoas de suas famílias, empregos e escolas. 'Equilíbrio delicado' A determinação da Corte antecede decisão do Tribunal Internacional de Justiça, da ONU, sobre a legalidade da controversa rede de muros que deve ter uma extensão de 640 quilômetros dentro de territórios ocupados. O caso foi levado ao Tribunal em dezembro, em meio à crescente preocupação internacional, e uma decisão é esperada para 9 de julho. A decisão da Suprema Corte de Israel diz respeito a uma área de 30 quilômetros do muro, no noroeste de Jerusalém. O muro prejudicaria a vida de 45 mil pessoas que moram em dez vilarejos, porque interromperia o acesso a granjas, escolas e empregos, segundo Mohammed Dahla, advogado dos que iniciaram o processo. O trio de árbitros decidiu que é possível um traçado alternativo. "O traçado quebra o delicado equilíbrio entre a obrigação do comando militar de garantir a segurança e a sua obrigação de atender as necessidades dos habitantes locais", diz a sentença. "O traçado estabelecido pelo comando militar para o muro de segurança fere os habitantes locais de forma aguda e severa, violando seus direitos previstos na legislação humanitária internacional." Dahla comemorou o que chamou de decisão "muito importante e corajosa", que cria um precedente para outros 20 processos contra trechos do muro que já foram construídos ou estão programados. "Esta decisão é mais importante do que a de Haia (sede do Tribunal Internacional de Justiça), porque essa será seguida", disse o advogado. "(A decisão) diz o que vinhamos dizendo desde o começo, que a construção do muro como está sendo feita é ilegal e há outras maneiras de construir que dará segurança a Israel, mas não viola os direitos dos palestinos." Não houve resposta imediata do governo de Israel. Reunião O ministro das Relações Exteriores da França, Michel Barnier, teve uma reunião com Yasser Arafat na cidade de Ramallah, em uma das raras visitas de uma autoridade ao complexo em ruínas do líder palestino. Bernier falou com repórteres em frente a uma pilha de sacos de areia postos em frente à entrada do complexo, e apelou para que haja avanços na implementação do plano de paz. Ele disse que confia na liderança palestina. A corespondente da BBC em Jerusalém disse que isso põe a França em oposição a Israel e Estados Unidos, mas o governo francês claramente acredita que só pode haver avanços com a inclusão de Arafat. O presidente da França, Jacques Chirac, defendeu a visita de Barnier, dizendo que Arafat foi eleito presidente do povo palestino e tentar isolá-lo não é algo sábio. |
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