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Atualizado às: 30 de junho, 2004 - 13h36 GMT (10h36 Brasília)
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Israel diz aceitar determinação de mudanças no muro
O muro israelense na Cisjordânia
Há outros 20 processos na Justiça israelense contra o muro
O governo de Israel afirmou que vai respeitar a determinação da Suprema Corte de Israel de que deverão ser feitas mudanças no traçado do muro na Cisjordânia.

A Corte favoreceu os palestinos em várias vilas, alegando que uma barreira de 40 quilômetros os isolaria de seus locais de trabalho, fazendas e escolas.

Os juízes afirmaram que, enquanto Israel tem o direito de construir o muro nas terras ocupadas, também é preciso levar em conta questões de segurança para proteger os interesses da população local.

Manifestantes contrários à construção elogiaram a decisão, mas o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, afirmou que ela não promoverá grandes mudanças e que todo o muro deveria ser destruído.

Precedente

A correspondente da BBC em Jerusalém, Barbara Plett, disse que a decisão cria um precedente para outros processos judiciais contra o muro.

Israel diz que o muro é necessário para impedir a entrada de homens-bomba. Palestinos dizem que é uma apreensão de terra, que afasta as pessoas de suas famílias, empregos e escolas.

A determinação da Corte antecede decisão do Tribunal Internacional de Justiça, da ONU, sobre a legalidade da controversa rede de muros que deve ter uma extensão de 640 quilômetros dentro de territórios ocupados.

O caso foi levado ao Tribunal em dezembro, em meio à crescente preocupação internacional, e uma decisão é esperada para 9 de julho.

A decisão da Suprema Corte de Israel diz respeito a uma área de 30 quilômetros do muro, no noroeste de Jerusalém.

O muro prejudicaria a vida de 45 mil pessoas que moram em dez vilarejos, porque interromperia o acesso a granjas, escolas e empregos, segundo Mohammed Dahla, advogado dos que iniciaram o processo.

O trio de árbitros decidiu que é possível um traçado alternativo.

"O traçado quebra o delicado equilíbrio entre a obrigação do comando militar de garantir a segurança e a sua obrigação de atender as necessidades dos habitantes locais", diz a sentença.

"O traçado estabelecido pelo comando militar para o muro de segurança fere os habitantes locais de forma aguda e severa, violando seus direitos previstos na legislação humanitária internacional."

Dahla comemorou o que chamou de decisão "muito importante e corajosa", que cria um precedente para outros 20 processos contra trechos do muro que já foram construídos ou estão programados.

"Esta decisão é mais importante do que a de Haia (sede do Tribunal Internacional de Justiça), porque essa será seguida", disse o advogado.

"(A decisão) diz o que vinhamos dizendo desde o começo, que a construção do muro como está sendo feita é ilegal e há outras maneiras de construir que dará segurança a Israel, mas não viola os direitos dos palestinos."

Reunião

O ministro das Relações Exteriores da França, Michel Barnier, teve uma reunião com Yasser Arafat na cidade de Ramallah, em uma das raras visitas de uma autoridade ao complexo em ruínas do líder palestino.

Bernier falou com repórteres em frente a uma pilha de sacos de areia postos em frente à entrada do complexo, e apelou para que haja avanços na implementação do plano de paz.

Ele disse que confia na liderança palestina.

A corespondente da BBC em Jerusalém disse que isso põe a França em oposição a Israel e Estados Unidos, mas o governo francês claramente acredita que só pode haver avanços com a inclusão de Arafat.

O presidente da França, Jacques Chirac, defendeu a visita de Barnier, dizendo que Arafat foi eleito presidente do povo palestino e tentar isolá-lo não é algo sábio.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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