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Atualizado às: 12 de julho, 2004 - 02h10 GMT (23h10 Brasília)
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Sharon acusa Haia e diz que barreira continua
Cena do local da explosão
Ataque foi o primeiro em vários meses dentro de Israel
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, anunciou que a construção barreira da Cisjordânia vai continuar, no que foi interpretado como um desafio e uma resposta à decisão da Corte Internacional de Justiça de julgá-la ilegal, na semana passada.

Embora Israel já tivesse dito que não iria interromper a construção por causa da corte, o anúncio evidenciou a irritação de Sharon com a decisão e deixou clara a posição de seu governo.

Antes do anúncio, o primeiro-ministro havia ligado a decisão de Haia ao atentado que ocorreu também neste domingo em Tel Aviv, matando uma mulher e deixando 20 feridos. A explosão ocorreu perto de um ponto de ônibus.

“O ato criminoso desta manhã foi o primeiro cometido sob o patrocínio da decisão da Corte Internacional de Justiça de Haia”, disse Sharon, que acrescentou que Israel “rejeita totalmente” o veredicto do tribunal.

“A decisão envia uma mensagem destruidora para encorajar o terrorismo e denuncia países que estão se defendendo contra ele.”

Artefato

A explosão aconteceu nas proximidades de um ponto de ônibus às 7h da manhã, horário local (1h em Brasília).

O chefe de polícia de Tel Aviv, Yossi Sedbon, disse que a explosão foi causada por um “artefato” e não foi obra de um militante suicida.

O grupo militante palestino Brigadas dos Mártires de al-Aqsa reivindicou a autoria do ataque.

Foi o primeiro ataque do gênero em vários meses no interior de Israel. O mais recente havia acontecido em 14 de março, quando dez israelenses foram mortos em um duplo atentado suicida em Ahsdod.

"Isto mostra que podemos atingir qualquer lugar, ainda que exista uma cerca", disse um porta-voz das Brigadas dos Mártires de al-Aqsa à agência de notícias Associated Press.

Ele aconteceu dois dias depois que a Corte Internacional de Haia, na Holanda, decidiu que a barreira que Israel está construindo na Cisjordânia é ilegal.

O governo de Israel alega que o objetivo da construção da barreira é impedir a entrada de militantes palestinos.

Mas críticos afirmam que o objetivo dos israelenses é absorver terras dos territórios palestinos.

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