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Ministro israelense renuncia em protesto a retirada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro israelense Natan Sharansky apresentou sua renúncia nesta segunda-feira em protesto contra os planos do governo de retirada da Faixa de Gaza. Sharansky estava encarregado de assuntos ligados à diáspora de judeus no governo liderado por Ariel Sharon. O ex-dissidente soviético lidera o partido Yisrael B'Aliyah, que defende o direito dos imigrantes no país. A retirada de todos os 7 mil colonos de Gaza e quatro assentamentos judaicos na Cisjordânia está programado para julho ou agosto. A renúncia de Sharansky pode prejudicar os planos, segundo analistas. A assessora de Sharansky, Vera Golowinski, disse que qualquer concessão no processo de paz deve estar ligada a reformas democráticas palestinas e a retirada só vai levar a um possível aumento de atividades "terroristas". Emissário Nesta segunda-feira, autoridades israelenses devem se reunir com James Wolfensohn, o novo emissário da comunidade internacional encarregado de ajudar Israel em sua retirada da Faixa de Gaza. O ex-presidente do Banco Mundial representa o grupo de quatro mediadores de negociações para paz no Oriente Médio: Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU. No domingo, Wolfensohn reuniu-se com líderes palestinos na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ahmed Qurei, disse que a reunião foi "muito proveitosa". Wolfensohn, por sua vez, se disse bem impressionado com os planos palestinos para a economia de Gaza depois da retirada israelense. Quase 1,5 milhão de palestinos vivem na Faixa de Gaza, que tem apenas 40 quilômetros de extensão. No momento, colonos israelenses ocupam cerca de 25% deste território. |
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