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Câmara dos EUA quer cortar fundos para a ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou uma moção que determina que a contribuição financeira do país à ONU seja reduzida à metade a menos que a entidade se submeta a reformas. É improvável que a medida vire lei já que para tanto ela precisaria passar pelo Senado, que parece pouco disposto a aprová-la, e ser assinada pelo presidente George W. Bush, que já criticou a idéia. O governo americano é o maior contribuidor das Nações Unidas. Em 2005, o país supriu US$ 438 milhões de um orçamento anual de 1,82 bilhão. Correspondentes da BBC informam que a aprovação da medida, por 221 votos contra 184, mostra a crescente insatisfação da classe política americana com a lentidão das reformas na ONU e com o escândalo de corrupção no programa Petróleo por Comida que vigorava no Iraque. Acredita-se que o programa tenha permitido que o ex-presidente Saddam Hussein acumulasse até US$ 10 bilhões em receitas ilícitas. A medida exige que a organização implemente 46 mudanças, incluindo de redução de custo à instituição de um órgão monitor independente. Também está previsto que a ONU expulse países países que cometam crises contra a humanidade. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que o corte de recursos poderia comprometer o resultado de uma reunião de cúpula da entidade a ser realizada em setembro justamente para discutir as propostas de reformas. "(Annan) acredita que o engajamento e a liderança dos Estados Unidos neste processo é muito importante, mas não acha que segurar pagamentos devidos seja um caminho produtivo para conseguir as reformas", disse o porta-voz do secertário da ONU, Fred Eckhard. |
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