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Líderes devem congelar ratificação da Carta da UE | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A maior parte dos líderes da União Européia (UE) reunidos numa cúpula em Bruxelas concordaram nesta quinta-feira em congelar o processo de ratificação da nova Constituição do bloco. O chanceler da Irlanda, Dermot Ahern, disse numa entrevista coletiva que os chefes de governo decidiram adotar um período de reflexão, após a rejeição ao tratado em referendos na França e na Holanda. Ele não explicou se alguns países poderiam continuar por conta própria o processo de ratificação, mas admitiu que o atual prazo estabelecido para a aprovação do documento, em novembro, deve ser prorrogado. O acordo pode solucionar, ao menos temporariamente, uma das duas questões mais polêmicas na pauta do encontro – o outro motivo de impasse, o orçamento de longo prazo da UE, deve ser discutido na sexta-feira. Vários líderes presentes disseram que não acreditam que seja possível chegar a um acordo sobre o tema. Assim mesmo, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, fez um chamado a todos para que demonstrem vontade de negociar. Reembolso e PAC Os principais obstáculos para a resolução do impasse na questão orçamentária são o reembolso recebidos pela Grã-Bretanha dos cofres de Bruxelas e propostas de reformulação na Política Agrícola Comum (PAC). A PAC é um tema que afeta diretamente países produtores agrícolas como o Brasil, que têm que competir no mercado internacional com os produtos e preços subsidiados pelo governo europeu. Por mais que os preços do açúcar brasileiro sejam competitivos, por exemplo, com os quase 20 bilhões de euros que são repassados à produção agrícola e exportação européia, se torna praticamente impossível bater o preço dos produtos do bloco. A França, país que mais recebe subsídios para a área agrícola, é contrária a mudanças na Política Agrícola Comum. A previsão é de que a cúpula se encerre na sexta-feira, mas se for preciso, a reunião seguirá até a tarde de sábado, tudo para evitar que os líderes saiam da capital belga com mais uma polêmica ligada à UE. |
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