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Governo britânico suspende referendo sobre Constituição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo britânico adiou nesta segunda-feira planos de realizar um referendo sobre a ratificação da Constituição Européia por volta de maio do ano que vem. O ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, anunciou formalmente a decisão aos parlamentares da Câmara dos Comuns. A decisão ocorre depois do 'não' obtido na França e na Holanda na semana passada. No sábado, o presidente francês, Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gerhard Schröder, fizeram um apelo para que outros países da União Européia continuassem o processo de ratificação. Straw disse que, após a rejeição do tratado nos países vizinhos, "não há sentido" em convocar um referendo. Segundo ele, a Grã-Bretanha precisa aguardar esclarecimentos sobre como a Europa vai lidar com a questão antes de se pronunciar sobre o tema. Porta dos fundos Straw disse que o governo não tem mais planos de introduzir para uma segunda leitura no Parlamento um projeto de lei que para a realização do referendo na próxima primavera européia. Isso não significa que um novo projeto - para que o referendo seja realizado no fim de 2006 - não possa ser introduzido no futuro. "Nos reservamos completamente o direito de reintroduzir o projeto de lei para a realização de um referendo na Grã-Bretanha se as circunstâncias mudarem. Mas não há sentindo em continuar neste momento", disse Straw. Mas há receios de que a Comissão Européia e alguns líderes europeus venham a tentar implementar partes do documento pela porta dos fundos. "Nós temos um corpo no chão, duas estacas foram colocadas no seu coração", disse o parlamentar Ian Davidson, do Partido Trabalhista, o mesmo do primeiro-ministro Tony Blair. "Nós queremos evitar qualquer suposição por parte da Comissão ou por parte de alguns ministros de que eles podem escolher esse ou aquele ponto da Constituição para tentar passar o documento de alguma forma", afirmou. Já o conservador Kenneth Clarke, um dos mais antigos simpatizantes do euro, disse que está claro que a Constituição está morta. "Depois desses dois referendos, não tem mais jeito. As pessoas aqui na Grã-Bretanha iriam pensar que as suas idéias são pouco sólidas se você decidisse colocar em votação um documento que já não existe". Um porta-voz do governo francês disse que a Grã-Bretanha terá "grande responsabilidade" de encontrar uma saída para a crise quando assumir a presidência da União Européia no dia 1º de julho. |
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