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Líder da UE diz que falta de acordo sobre orçamento pode levar a crise | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O atual líder da União Européia, Jean-Claude Juncker, alertou que os atuais problemas enfrentados pelo bloco podem se transformar numa crise generalizada se não houve acordo quanto a um novo orçamento. Juncker, que é o primeiro-ministro de Luxemburgo, estava se referindo a um encontro de cúpula da União Européia que acontece em Bruxelas em duas semanas para discutir o orçamento para os próximos seis anos. No encontro, também serão discutidas as conseqüências do fato de que a França e a Holanda rejeitaram, em referendos realizados nesta semana, a Constituição européia. A Carta vai passar por um novo teste em um referendo em Luxemburgo no próximo mês. Renúncia Juncker disse que vai renunciar se seus compatriotas votarem "não". Ele também afirmou que não é possível renegociar a Constituição, dada a diversidade de objeções ao documento. O ministério das Finanças da Holanda já indicou que não está satisfeito com as últimas propostas para o orçamento Na quinta-feira, o primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schröder, pediu que os países-membros da União Européia continuem a ratificar a Constituição do bloco. Schröder fez a declaração ao fim de um encontro com Juncker. A Constituição deve ser submetida a todos os 25 Estados-membros, segundo ele. "Qualquer reação exagerada a esta altura é errada", disse o chanceler alemão.
Apesar de os líderes europeus terem dado sinais de que estão se mobilizando no que está sendo visto como uma tentativa de "manter viva" a Carta Européia, analistas dizem que a rejeição do documento na França e na Holanda pode efetivamente ter "matado" a Constituição. A França confirmou um encontro entre Schröder e o presidente francês, Jacques Chirac, em Berlim, neste sábado. Para entrar em vigor, a Carta precisa ser ratificada por todos os 25 países-membros. A Constituição foi assinada pelos líderes europeus no ano passado, depois de intensas negociações. Ela reúne, pela primeira vez, os vários tratados e acordos nos quais a União Européia é baseada. O documento também define os poderes da UE, determinando em que áreas pode e não agir, e em que casos os países-membros detêm o poder de veto. A Carta define ainda o papel das instituições européias. |
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