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Ministros dos G-8 anunciam acordo de combate à pobreza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros das Finanças dos países-membros do G-8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo acrescido da Rússia, anunciaram um acordo de combate à pobreza mundial, durante uma reunião neste sábado em Londres. Mas a proposta ainda precisa ser aprovada por todos os países-membros das organizações credoras. O ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, disse após o encontro que 18 das nações mais pobres do mundo, a maioria na África Sub-Saariana, terão suas dívidas canceladas com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Africano de Desenvolvimento. O total do perdão seria de US$ 40 bilhões. Pela proposta, outros 20 países poderiam ser beneficiados com o perdão da dívida nos próximos 18 meses. Eles precisam, no entanto, alcançar objetivos sobre boa governança, combate à corrupção e planos de desenvolvimento econômico. O dinheiro teria de ser empregado em educação, saúde e iniciativas voltadas para o desenvolvimento. Elogios Grupos ativistas elogiaram o acordo. O governo de Zâmbia, que gasta 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no pagamento de dívidas, afirmou que vai empregar mais dinheiro a partir de agora em projetos sociais, saúde e educação. Já o Quênia, que não será beneficiado pelo acordo de perdão da dívida, criticou o G-8. De acordo com um porta-voz do governo queniano, caso as dívidas do país fossem canceladas, o Quênia poderia ajudar a retirar os países-vizinhos da pobreza. O pagamento de dívidas do Quênia representa o triplo do que o país gasta com saúde. Um assessor do presidente de Uganda, Yoweri Museveni, disse à BBC que já era tempo de os países ricos cumprirem suas promessas. Já a ministra da Ciência e Economia de Gana, Christine Churcher, afirmou que caso a dívida seja cancelada seu país investirá o dinheiro em educação, saúde e fornecimento de água à população. Promessas "O momento é para ousadia e não para timidez", disse Gordon Brown. A Grã-Bretanha, país-anfitrião do encontro de cúpula do G-8 em julho, prometeu priorizar esforços para reduzir a pobreza no mundo. O plano, desenvolvido pela Grã-Bretanha, foi fortalecido após receber apoio dos Estados Unidos na sexta-feira. O G-8 é formado por Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia. |
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