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Brasil vai superar dificuldade política, diz Palocci ao G-8 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em seu discurso na reunião dos ministros da Economia do G-8, em que participa em Londres, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mencionou a crise política pela qual passa o Brasil. “Nos próximos meses, nós vamos superar as dificuldades políticas – comuns em todas as democracias – e completar uma série de reformas internas com o objetivo de melhorar o funcionamento da nossa economia, aumentar a nossa produtividade e reduzir ainda mais nossas vulnerabilidades”, falou. Em entrevista após o encontro, Palocci disse que o governo vai estimular as reformas que aguardam votação no Congresso Nacional. “Vão se juntar à pauta questões que ganharam força recentemente, como a reforma política, que também é importante para o Brasil.” Palocci voltou a ressaltar que os fundamentos econômicos do país são mais fortes do que conflitos políticos. “A notícia mais importante para o investidor estrangeiro é que a economia brasileira continua muito firme e rumo a um crescimento sustentável e com indicadores cada vez mais sólidos.” Palocci está em Londres onde participou como convidado de uma reunião de dois dias com ministros da Economia do G-8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia). Também foram convidados os representantes da China, Índia e África do Sul. Juros Questionado se o aperto monetário no Brasil estaria na reta final, Palocci disse que essa é uma questão “sensível” e que deve ser administrada de maneira “técnica e muito apurada”. “Penso que o Banco Central tem acertado sempre no seu comportamento em relação às decisões de política monetária e tenho certeza que vai continuar acertando.” Em setembro do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou o aumento da taxa básica de juros, a Selic, passando de 16% para os atuais 19,75% ao ano. “Quando em setembro o Banco Central levantou preocupações de pressões inflacionárias, essas pressões não eram sentidas ainda pela sociedade e com o tempo se percebeu que elas existiam e que precisavam ser combatidas. Havia dúvida que a política monetária estava fazendo o efeito desejado. Hoje já não há mais dúvida.” Na avaliação de Palocci, houve efeitos importantes na inflação de atacado e agora de varejo. Ele destacou a última prévia do IPCA, que subiu 0,49% em maio, abaixo das expectativas do mercado. “Tudo está acontecendo conforme o previsto e num determinado momento certamente o Copom deverá suspender o aumento de juros. Quando é esse momento o Copom vai decidir. Ele se reúne mensalmente exatamente para poder apurar com precisão o momento de fazer, parar ou inverter os seus movimentos.” Gás Palocci descartou que a questão do gás no Brasil, ante a crise na Bolívia, um de seus grandes fornecedores, possa pressionar a inflação. Ele disse que o fornecimento de gás boliviano “é um problema mas sem grandes proporções” e que há instrumentos de infra-estrutura “capazes de fazer eventuais substituições”. “Eu não penso que a questão do gás, que é um problema real para a América Latina como um todo porque muitos países utilizam essas fontes da Bolívia, possa causar um problema importante do ponto de vista de quebra do sistema de infra-estrutura de energia.” |
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