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Palocci vê 'perspectiva' de queda de juros, diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, projeta um afrouxamento da política monetária este ano, segundo o jornal Financial Times. "O cenário é que a política de juros vai se tornar menos restritiva neste ano", disse Palocci em entrevista ao FT. Segundo o jornal, questionado se os juros cairiam neste ano, ele respondeu: "Essa é a perspectiva". Palocci indicou também ser improvável que o governo afrouxe as metas de inflação para 2007, embora ele tenha insistido "que não anteciparia a decisão". Inflação X Crescimento Ele disse que não há “perspectiva a priori” de aumentar os níveis de tolerância para a inflação anual dos atuais 2% para 2,5% acima ou abaixo da meta central, como sugerem alguns economistas do PT, segundo o jornal. “Não gosto dessa idéia”, disse ele ao FT. “Não me identifico com aqueles que acreditam que um pouco mais de inflação traz um pouco mais de crescimento”. “No caso do Brasil essa teoria já se comprovou errada e não estou preparado para tentá-la novamente.” O jornal diz ainda que o ministro, “o principal advogado de políticas simpáticas ao mercado dentro do governo de tendência de esquerda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, não parece preocupado com a valorização do real. Segundo o FT, Palocci indicou a possibilidade de que a moeda se deprecie como resultado de uma redução do superávit comercial nos próximos meses. “Se a moeda na verdade se valorizar além do que os fundamentos sugerem, o comércio vai ajustá-la.” Conselho de Segurança Em outra reportagem, o Financial Times diz que Brasil, Alemanha, Japão e Índia indicaram sua disposição de desistir da exigência ao direito de veto se fizerem parte dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU depois da reforma. Essa “iniciativa tem o objetivo de superar a oposição” à proposta dos países que querem ganhar um assento no Conselho de Segurança. A proposta de resolução apresentada pelos quatro países na segunda-feira já indicava que o direito a veto não seria essencial, segundo o jornal. Já o jornal argentino La Nación diz que a Argentina mantém sua oposição à ampliação do número de representantes permanentes do Conselho. O país deve apresentar uma proposta alternativa de reforma nos próximos dias, que prevê o aumento do número de membros temporários do Conselho, que teriam mandatos de quatro anos e com direito à reeleição, segundo o La Nación. Autoridades argentinas disseram ao jornal que “os Estados Unidos ainda não definiram seu apoio à incorporação de novos membros permanentes”. O La Nación diz que as autoridades argentinas se opõem à proposta porque “é um privilégio que se dá para sempre e não compartilhamos disso”. Espaço armado Nos Estados Unidos, a Força Aérea quer a aprovação do presidente, George W. Bush, para um programa de armas espaciais, segundo o jornal The New York Times. O jornal diz que a proposta seria uma “mudança substancial” na política americana. “(A proposta) quase certamente terá a oposição de aliados e potenciais inimigos americanos, que disseram que isso pode criar uma corrida armamentista no espaço”, diz o diário. Um graduado integrante do governo disse que a nova orientação substituiria a política que está em vigor desde 1996, criada no governo do ex-presidente Bill Clinton. A política de Clinton, afirma o jornal, “enfatizava o uso mais pacífico do espaço, incluindo apoio de satélites espiões para operações militares, controle de armamentos e pactos de não-proliferação”. Na França, o debate em torno do plebiscito sobre a Constituição da União Européia (UE) domina o noticiário dos jornais. Em editorial, o Libération diz estar “grato” ao plebiscito por reviver o interesse da população em política. “Os franceses estavam cansados da política, cansados de sempre ver as mesmas pessoas nos altos escalões do Estado”, diz o jornal, “de sempre ouvir os mesmos nomes envolvidos em escândalos” e de “ver seus dirigentes se esconderem atrás da UE sempre que tomam medidas impopulares”. “Então o plebiscito chegou e o debate alçou vôo”, afirma o texto. |
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