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Cúpula segue 'passos em falso constrangedores', diz 'NYT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano The New York Times afirma que árabes e latino-americanos mostraram ter “prioridades profundamente diferentes” durante a cúpula desta semana em Brasília. Enquanto os árabes deram ênfase às críticas a Israel e aos Estados Unidos, diz o jornal, os latino-americanos procuraram destacar mais os temas econômicos. O The New York Times diz que a cúpula é mais uma iniciativa do Brasil para aumentar seu papel na política internacional. Mas ela ocorre, afirma a reportagem, “no rastro de alguns passos em falso constrangedores na política externa, como o colapso da candidatura brasileira para liderar a Organização Mundial do Comércio e uma desavença com a vizinha Argentina”. Argentina Jornais da Argentina apresentam versões diferentes sobre o resultado dos contatos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner nesta semana em Brasília. O Clarín afirma que “as diferenças com o Brasil não foram superadas” e que as relações entre os dois países hoje lembram um casamento em que o romance já não tem mais vez. “A pressa de Kirchner em deixar Brasília deixou a sensação de que o diálogo bilateral entre os presidentes não resistiria a um segundo encontro imediato de ambos”, afirma o Clarín. “Em Brasília só falam de Passarela”, diz o título de uma outra reportagem do diário portenho, referindo-se à demissão do técnico argentino Daniel Passarela, que treinava o Corinthians. Mas o La Nación, também de Buenos Aires, afirma que Kirchner e Lula estão “outra vez em sintonia” e diz que o presidente argentino se “entusiasmou” com a idéia do governo brasileiro de criar um sistema de financiamento para empresas argentinas. Já o Página 12 afirma que “a ofensiva do governo argentino em Brasília terminou com enfrentamento político zero e a redução do conflito aos interesses concretos que opõem os setores industriais dos dois países”. Polêmica nuclear O britânico The Guardian publica em sua manchete a declaração do governo do Irã de que pode retomar em breve seu programa nuclear, que no momento está suspenso. Caso isso aconteça, diz o jornal, o caso pode ser levado ao Conselho de Segurança da ONU. “Sanções podem acontecer em seguida e levar a um perigoso impasse entre os Estados Unidos, apoiados por Israel, e o Irã.” Já o The New York Times destaca a declaração do governo da China de que o país descarta o uso de sanções econômicas ou políticas para pressionar a Coréia do Norte a abandonar seu programa de armas nucleares. Para o jornal, isso parece “minar um elemento crucial da estratégia em desenvolvimento do governo Bush para a Coréia do Norte”. Bush e Blair O The Christian Science Monitor, de Boston, afirma que está na hora de o presidente americano, George W. Bush, retribuir ao primeiro-ministro britânico Tony Blair o apoio recebido nos últimos anos. O jornal diz que, para a Casa Branca, a eleição da semana passada parece ter mostrado que “não vale a pena para um político britânico se alinhar aos Estados Unidos em um tema difícil”. “Isto provavelmente não traz bons augúrios para a relação ‘especial’ entre americanos e britânicos, especialmente com mais temas difíceis na área de segurança, como o Irã e a Coréia do Norte, clamando por atenção”, diz o jornal. Para evitar o desgaste, o diário de Boston diz que Bush deve fazer tudo possível para apoiar Blair em seus temas mais caros, como a África, as mudanças climáticas e o processo de paz no Oriente Médio. “Tony Blair acabou de passar por guerras – literalmente – ao lado dos Estados Unidos. Para Bush, está na hora da retribuição.” |
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