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Lula sugere paciência aos palestinos em reunião com Abbas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu paciência aos palestinos na busca da paz, ao receber o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em Brasília, nesta segunda-feira. Abbas está entre os líderes que paticipam da Cúpula América do Sul-Países Árabes que começa nesta terça-feira na capital federal. O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que o presidente brasileiro reafirmou sua posição de apoiar as negociações de paz entre palestinos e israelenses. Garcia afirmou que Lula inclusive contou um pouco de sua experiência pessoal, dizendo como a paciência e a busca de uma solução negociada são importantes. "O presidente Lula fez o elogio à paciência, dizendo que ele mesmo tinha esperado muitos anos para chegar à Presidência e que as experiências de derrota que ele havia tido lhe provocaram muita reflexão. E que, portanto, ele apreciava muito o fato de que também os palestinos, a partir das dificuldades que enfrentam na sua luta, têm refletido bastante e estão cada dia mais empenhados nesse esforço de paz", afirmou Marco Aurélio Garcia. Garcia disse ainda que Lula mostrou-se disposto a cooperar com a Autoridade Palestina na viabilização de projetos educacionais e de apoio técnico. "Cooperação" Para Marco Aurélio, o comércio entre as duas regiões unidas nesta cúpula tende a se intensificar nos próximos anos. "A questão essencial da reunião foi a construção de um grande espaço de interlocução entre o mundo árabe e os países da América do Sul, que terá obviamente desdobramentos no plano político multilateral, mas terá, sobretudo, desdobramentos no plano da cooperação cultural, econômica e comercial", disse ele. Além de Mahmoud Abbas, Lula recebeu nesta segunda-feira os primeiros-ministros da Síria, Mohammad Naji Otri; do Líbano, Mohammad Najib Mikati; da Mauritânia, Sghair Ould M´Barek; com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa; e com o ministro das Relações Exteriores da Líbia, Abdelrahman Delegações de 33 países participarão da cúpula, criada a partir de uma proposta do governo Lula para aumentar a aproximação entre países em desenvolvimento. A iniciativa faz parte da estratégia do governo brasileiro de defender uma aliança entre as nações em desenvolvimento para aumentar a capacidade de negociação desses países nos foros internacionais e diminuir sua dependência dos países desenvolvidos. “A mensagem que estamos enviando ao mundo é que duas regiões podem se entender e trabalhar de forma positiva”, afirmou o embaixador Pedro Motta, diretor do Departamento de África do Ministério das Relações Exteriores. “Se pudermos mudar um pouco a geografia econômica mundial, dar uma sacudidela, tanto melhor", acrescentou Motta. |
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