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Cúpula do G-8 chega ao fim com promessa de unidade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A reunião de cúpula dos países do G-8 terminou nesta quinta-feira nos Estados Unidos com o comprometimento dos países-membros de trabalharem unidos por reformas democráticas no Oriente Médio e pela melhoria das condições de vida nos países africanos. Segundo correspondentes que acompanharam o encontro, porém, o assunto que dominou a reunião foi, pelo segundo ano consecutivo, a situação no Iraque. Em uma coletiva nesta quinta-feira ao final da cúpula, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que não espera que a Otan envie mais tropas ao país, mas que possa colaborar com o treinamento de forças de segurança iraquianas, caso isso seja solicitado pelas autoridades iraquianas. Na quarta-feira, Bush disse que esperava que a Otan desempenhasse um papel mais amplo no Iraque, mas o presidente francês, Jacques Chirac - que também participou da reunião do G-8 -, afirmou que não achava que era “função” da aliança participar de ações naquele país. Iraque De acordo com Jill McGivering, correspondente da BBC que acompanhou o encontro ocorrido no Estado americano da Geórgia, tanto Bush quanto o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, procuraram minimizar as possíveis divergências dentro do grupo. “Houve um foco real no que o G-8 pode fazer, como um grupo de nações bem-sucedidas, para ajudar aqueles que vivem em maior dificuldade”, disse Blair. “Nós acreditamos que é de novo próprio interesse assegurar que estamos levando progresso e democracia e prosperidade não apenas a nossos países, mas a cada parte do mundo.”
Bush agradeceu aos demais membros do G-8 pelo apoio dado à resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o processo de soberania do Iraque, aprovada no início da semana em Nova York, e também manifestou satisfação com a reação dos demais líderes quanto à necessidade de se ajudar o Iraque. No tocante ao Oriente Médio como um todo, o G-8 aprovou na quarta-feira uma iniciativa para promover reformas democratizantes, mas a proposta original, defendida pelos Estados Unidos, teve que ser mudada para ganhar o apoio de todos, especialmente da França. Uma das concessões americanas foi incluir no documento a ressalva de que as reformas teriam que vir de dentro dos países da região, não de fora, impostas pelos Estados Unidos ou pelo próprio G-8. África Quanto à África – assunto que dominou a agenda de discussões na quinta-feira – a não-aprovação de uma proposta de perdoar as dívidas de alguns dos países mais pobres do continente não significou uma derrota completa para os líderes africanos que foram à Geórgia. O G-8 decidiu prorrogar por dois anos o programa de alívio das dívidas externas para 27 países pobres, que iria expirar em dezembro. Desse total, 23 países são africanos. Os líderes africanos também receberam a promessa de maior envolvimento nas forças de paz internacionais na África, e de um esforço mais coordenado em busca de uma vacina para a Aids. O presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, entretanto, não escondeu sua decepção com o resultado do encontro. “Nós deixamos claro que a proposta ou a idéia de cancelamento de 100% da dívida iria ajudar a África”, disse. “Nós também deixamos claro que toda a dívida africana precisa ser aliviada – do contrário, o que quer que façamos em outras áreas vai drenar o fluxo de recursos de que necessitamos para fazer a África avançar.” |
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