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Atualizado às: 11 de junho, 2005 - 11h22 GMT (08h22 Brasília)
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EUA e Grã-Bretanha pressionam por perdão de dívidas
Claudia Schiffer
Campanha por redução da probreza é apoiada por várias celebridades
Os ministros de Finanças do G-8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia) realizam neste sábado, em Londres, o segundo dia de reunião que tem como objetivo discutir propostas para diminuir a pobreza global.

Também participam do evento, considerado preparatório para o encontro do G-8 em julho, na Escócia, os ministros da área econômica do Brasil, China e África do Sul.

Segundo autoridades americanas, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha já fecharam um acordo para perdoar as dívidas de 18 dos países mais pobres do mundo - a maioria da África.

Porém, os representantes da Alemanha, da França e do Japão não se comprometeram a apoiar o plano e disseram que qualquer possível acordo será feito apenas na conferência do mês que vem.

Os termos do acordo também têm de ser aprovados por integrantes de instituições globais envolvidas, como, por exemplo, o Banco Mundial.

'Dever moral'

Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda britânico Gordon Brown se disse otimista em relação à obtenção de um acordo, e afirmou que havia "uma vontade política dos países mais ricos de avançar".

Brown também prometeu que este seria "o maior perdão de dívidas que o mundo já viu".

Os ministros das Finanças passaram a sexta-feira discutindo o plano apresentado por Grã-Bretanha e Estados Unidos para perdoar as dívidas de 18 países altamente endividados, segundo o porta-voz da Casa Branca Scott McClellan.

Ele acrescentou que o plano cancelaria "100% das dívidas com o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional", o que deixou implícito que os Estados Unidos desistiram das objeções que tinham de incluir as dívidas do FMI.

As autoridades africanas receberam bem a possibilidade de um acordo.

John Nagenda, que é assessor do presidente da Uganda Yoweri Museveni, disse à BBC que é hora de os países ricos cumprirem suas promessas.

"Eu deveria ser mais apologético e dizer por favor, nos ajude, mas de onde eu venho, as pessoas acreditam que se você está numa situação melhor do que outra pessoa, você a ajuda. É simples assim - é um dever moral."

A ministra do Meio-Ambiente e da Ciência de Gana Christine Churcher disse que, caso a dívida do país seja cancelada, o governo ivai investir o dinheiro em educação, saúde e na melhoria do sistema de fornecimento de água.

Apreensão

O financiamento do plano ainda gera controvérsia. Os Estados Unidos tinham dito que qualquer amortização de dívida por parte do Banco Mundial deveria vir dos fundos que a organização tem para emprestar para países pobres.

O porta-voz da Casa Branca disse que somente seriam canceladas as dívidas de países que mostrassem um comprometimento com políticas econômicas substanciais e com a redução da corrupção.

Já a sugestão de Alemanha, França e Japão é de países ricos ajudarem as nações pobres nos custos de administração das dívidas em vez de cancelá-las completamente.

Por outro lado, o Canadá, que também apoiava a sugestão dos três países, parece estar mais propenso a um cancelamento total das dívidas.

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