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Palocci reitera críticas ao FMI e ao Banco Mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, aproveitou sua ida a Londres, onde participou da reunião preparatória do G-8, para reiterar as críticas do governo brasileiro às instituições multilaterais, em especial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird). “Fizemos uma crítica ao processo de reforma das instituições multilaterais. Apontamos a necessidade de que o FMI seja uma instituição de ação preventiva frente a crises e não apenas uma instituição de supervisão como querem alguns países”, comentou Palocci. Em seu discurso no café da manhã que teve com os ministros do G-8 e representantes da China, Índia e África do Sul, ele disse que a atual revisão do FMI “permanece tímida” e que é preciso “monitorar os desequilíbrios em economias mais desenvolvidas”. Palocci encontrou-se neste sábado com o presidente do Bird, Paul Wolfowitz, que, de acordo com o ministro, disse que vai visitar o Brasil no segundo semestre para conhecer a visão do país sobre questões do Banco Mundial. “Hoje o Banco Mundial tem uma estrutura de financiamento estruturada, mas bastante complexa. Nós achamos que os países que avançaram do ponto de vista da sua estrutura financeira e contábil devem contar com uma facilidade maior nos empréstimos do Banco Mundial”, comentou. “Nós queremos fazer sistemas mais simples de financiamento junto ao Banco Mundial principalmente para países, como o Brasil, que modernizaram a sua contabilidade, o controle dos seus sistemas orçamentários, que têm lei de responsabilidade fiscal, têm transparência na sua contabilidade. Países com esse nível de compromisso podem fazer sistemas mais simples de contratação com o Banco Mundial.” África Na reunião preparativa do G-8, também foi discutido a proposta de perdão da dívida de países da África. “Gordon Brown (ministro britânico das Finanças) está trabalhando para ampliar o perdão. É uma boa iniciativa. Nós esperamos que na continuidade da reunião do G-8 esse tema seja conclusivo, pois é um apoio importante aos países mais pobres”, disse Palocci. Segundo ele, vários ministros na reunião se referiram às contribuições do Brasil no combate à pobreza no mundo. 'Pouso forçado' Outro tema discutido foi o andamento da economia mundial – Palocci disse não acreditar que haja o risco de um “pouso forçado”. “As informações da China, dos Estados Unidos e do Japão, que surpreendeu com um crescimento importante no primeiro trimestre, indicam que esse ano em termos de economia mundial provavelmente não tenhamos o mesmo crescimento do ano passado, mas penso que vamos ter uma taxa de crescimento bastante razoável.” O ministro Palocci retorna ao Brasil neste sábado. |
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