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Atualizado às: 05 de maio, 2005 - 07h31 GMT (04h31 Brasília)
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Ataques rebeldes matam pelo menos 23 em Bagdá
Menino iraquiano observa veículo militar dos EUA em chamas após atentado no bairro de Dura, em Bagdá
Veículo militar americano ficou em chamas após explosão na capital
Pelo menos 23 pessoas morreram em vários ataques contra forças de segurança na capital do Iraque, Bagdá, nesta quinta-feira.

Um militante suicida detonou explosivos que carregava em um centro de recrutamento na antiga base aérea de Muthanna, matando pelo menos 13 pessoas, segundo a polícia.

O atentado aconteceu as 8h (0h em Brasília). Um homem entrou no centro de recrutamento com explosivos amarrados ao corpo e se explodiu. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

A base aérea, que fica próxima à chamada Zona Verde, onde fica o Parlamento e as principais representações políticas e diplomáticas, já foi atingida várias vezes por suicidas.

Horas antes, homens armados abriram fogo contra patrulhas em dois cruzamentos separados no oeste da cidade, matando nove policiais.

Os ataques ocorrem em meio à escalada de violência no país, um dia depois que um militante suicida matou cerca de 50 pessoas na cidade curda de Arbil, e que uma ação com um carro-bomba na capital, Bagdá, matou nove soldados da Guarda Nacional iraquiana.

Integrantes da força policial iraquiana e voluntários da polícia são alvos freqüentes de insurgentes, que os consideram colaboradores das forças lideradas pelos Estados Unidos.

Em outro incidente violento nesta quinta-feira, a casa de um funcionário do Ministério do Interior foi atacada com um carro-bomba, matando um segurança.

Um comboio militar dos Estados Unidos foi atingido por outro carro bomba – um veículo blindado Humvee foi incendiado na explosão.

Sunitas

Enquanto isso, prosseguem as negociações para preencher os cargos vagos no governo destinados aos sunitas.

Na terça-feira, um novo governo foi empossado, mas vários cargos importantes não foram preenchidos.

O correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir disse que o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Jaafari, precisa incluir sunitas com credibilidade em seu governo para tentar esvaziar a insurreição no Iraque.

A minoria sunita, que boicotou de maneira geral as históricas eleições de janeiro no país, perdeu poder depois da queda do regime de Saddam Hussein.

O ministro do Planejamento, Barham Salih, disse que já há um acordo para preencher todos os postos vagos no governo, com a exceção da pasta da Defesa. Os novos nomes devem ser anunciados a qualquer momento.

A Bulgária anunciou nesta quinta-feira que vai retirar suas tropas do Iraque.

O Parlamento búlgaro aprovou em voltação a saída dos 450 soldados do país até o fim do ano. Até agora, oito militares da Bulgária já morreram em atividade no Iraque.

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