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Governo do Iraque toma posse incompleto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro governo do Iraque desde as eleições de janeiro foi empossado nesta terça-feira no Parlamento em Bagdá. O primeiro-ministro Ibrahim Jaafari assume em meio a um impasse para a formação do governo – ainda não foram nomeados os ministros para sete pastas, entre elas duas das mais importantes, Defesa e Petróleo. A divisão do gabinete entre representantes das principais etnias – xiitas, sunitas e curdos – é um fator considerado essencial para que o governo seja visto como legítimo pela população. A violência aumentou no país desde a aprovação parcial do gabinete ministerial na semana passada, com vários atentados por dia deixando dezenas de mortos, principalmente entre as forças de segurança iraquianas e civis. Sunitas Há expectativas de que a maior parte dos sete postos remanescentes no gabinete comandado por Jaafari fique com políticos sunitas. O primeiro-ministro tenta atraí-los para o governo apesar do boicote de grande parte da população sunita ao pleito, numa tentativa de aplacar os ânimos desta comunidade. Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir, a esperança é que, com a participação de sunitas de credibilidade, o governo poderia ganhar o apoio daqueles que apóiam os insurgentes. Embora isso seja um processo gradual, ele acrescenta que a posse do novo gabinete pode ao menos permitir que o governo se concentre na tarefa de desenvolver um amplo plano de segurança. Os sete postos ainda vagos no governo são os ministérios da Defesa, Petróleo, Eletricidade, Indústria, Direitos Humanos e dois vice-premiês. Jaafaria vai acumular a pasta de ministro a Defesa interino, enquanto o Ministério do Petróleo ficará a cargo do ex-líder iraquiano no exílio e novo vice-premiê Ahmed Chalabi. |
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