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Atualizado às: 04 de maio, 2005 - 19h52 GMT (16h52 Brasília)
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Ataques rebeldes matam pelo menos 59 no Iraque
Ferido é carregado após atentado em Arbil
Suicida visou recrutas da polícia em cidade curda ao norte do país
Pelo menos 59 pessoas morreram em dois atentados no Iraque nesta quarta-feira – um na região autônoma curda, ao norte do país, outro em Bagdá.

No primeiro e mais violento deles, ao menos 50 pessoas morreram e até 150 ficaram feridas em um ataque ao escritório de um partido político na cidade curda de Arbil.

O ataque teve como alvo um grupo de recrutas da polícia reunidos no Partido Democrático do Curdistão, que serve como centro de recrutamento e também abriga o Ministério do Interior do governo regional do norte do Iraque.

Horas mais tarde, uma ação com carro-bomba na capital, Bagdá, matou nove soldados da Guarda Nacional iraquiana e feriu 17 pessoas (entre elas seis militares).

A explosão em Bagdá ocorreu no bairro de Dura, sul da capital, região onde os insurgentes buscaram refúgio após ofensivas dos Estados Unidos contra os seus redutos.

Ansar al-Sunna

A autoria do ataque em Arbil foi reivindicada pelo grupo militante Exército Ansar al-Sunna.

A organização, que teria participação no seqüestro do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Jr., é responsável por uma dupla explosão contra partidos políticos curdos em Arbil em 2004 que matou 117 pessoas.

O comunicado do grupo, citado pela agência de notícias Reuters e pela rede de TV árabe Al-Jazeera, critica o líder político curdo Massoud Barzani e promete novas ações contra os curdos por sua atuação ao lado das forças de ocupação lideradas pelos Estados Unidos.

As explosões em Arbil e em Bagdá ocorrem em um momento em que aumentam os ataques de insurgentes em todo o país, e um dia depois que o novo governo iraquiano tomou posse, embora cargos em alguns ministérios importantes ainda tenham que ser preenchidos.

Membros da força policial do Iraque e de centros de recrutamento da polícia têm sofrido ataques freqüentes de militantes suicidas que os vêem como colaboradores das forças lideradas pelos Estados Unidos no país.

No mês passado, pelo menos 101 pessoas morreram em dois ataques suicidas em Arbil, cerca de 350 quilômetros ao norte da capital do país, Bagdá.

A agência de notícias Associated Press disse que as cenas na cidade eram de caos e ambulâncias e táxis transportaram as vítimas para hospitais locais.

Uma testemunha contou ter visto pilhas de corpos sendo levadas do local do ataque por caminhonetes.

Autoridades curdas dizem que o suicida entrou no edifício fingindo ser um voluntário e se misturou com jovens que buscavam emprego na polícia antes de detonar os explosivos que levada escondido.

Novo governo

Enquanto isso, prosseguem as negociações para preencher os cargos vagos no governo destinados aos sunitas.

O correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir disse que o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Jaafari, precisa incluir sunitas com credibilidade em seu governo para tentar esvaziar a insurreição no Iraque.

A minoria sunita, que boicotou de maneira geral as históricas eleições de janeiro no país, perdeu poder depois da queda do regime de Saddam Hussein.

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