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ONG diz que ex-comandante dos EUA no Iraque autorizou abusos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma organização americana de defesa dos direitos humanos acusou o general Ricardo Sánchez, ex-comandante das forças dos Estados Unidos no Iraque, de autorizar a aplicação técnicas irregulares nos interrogatórios de presos iraquianos. A União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) apresentou um memorando de setembro de 2003 assinado por Sánchez permitindo pôr os prisioneiros em posições incômodas, usar música em alto volume e manipular a luz de forma a perturbar o sono. O documento também autoriza o uso de cães militares para "aumentar o medo árabe dos cães e ao mesmo tempo manter a segurança no interrogatório". O memorando foi obtido por meio de uma ordem judicial baseada numa lei conhecida como "Ato de Informação Pública". O advogado da organização, Amrit Singh, diz que "o memorando estabelece claramente que o general Sánchez autorizou técnicas ilegais de interrogação para serem usadas no Iraque". "Essas técnicas violam a Convenção de Genebra e o próprio manual do Exército sobre interrogatórios", acrescentou o ativista. As práticas foram canceladas um mês depois de terem sido autorizadas. O general Sánchez nega ter dado tal autorização. |
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