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EUA enfrentam novas acusações de abuso no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Documentos liberados pelo Exército americano revelam novas acusações sobre abusos praticados por militares dos Estados Unidos contra prisioneiros no Iraque e no Afeganistão. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) obteve os documentos da Divisão de Investigação Criminal do Exército por meio de uma ordem judicial. Num dos casos mais graves relatados, um detento iraquiano diz ter sido agredido com um taco de beisebol por um americano em trajes civis, que teria ainda deslocado seus braços, pisado em sua cara e colocado uma arma descarregada em sua boca e puxado o gatilho. Ele acusa ainda os americanos de terem-no asfixiado com uma corda amarrada no pescoço, em vários dias de interrogatório. O iraquiano disse que foi forçado a retirar a queixa apresentada sobre a agressão sob ameaças de que seria mantido preso por tempo indeterminado. O Exército americano afirma que uma investigação não conseguiu confirmar ou negar a veracidade das informações apresentadas pelo prisioneiro. Afeganistão Os documentos também revelam acusações de maus-tratos a presos em centros de detenção no Afeganistão. Os relatórios obtidos pela ACLU afirmam também que fotos de soldados americanos no Afeganistão com presos encapuçados e em situações humilhantes foram destruídas após o escândalo das imagens do presídio iraquiano de Abu Ghraib. A ACLU diz que as centenas de páginas divulgadas na quinta-feira mostram que as práticas de humilhação a prisioneiros por militares americanos são mais comuns do que se imaginava, e que houve esforços do Exército para acobertar os casos. "Está cada vez mais claro que membros do Exército estavam cientes das acusações de tortura e que esforços foram feitos para destruir provas, para encerrar investigações e para humilhar os detentos na tentativa de silenciá-los", disse à Associated Press o diretor-executivo da ACLU, Anthony Romero. Os maus-tratos a prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib, em Bagdá – que ganharam destaques com a circulação de fotos tiradas pelos soldados americanos de presos nus e encapuzados – abalaram a imagem dos Estados Unidos internacionalmente. Uma corte marcial americana já condenou sete soldados envolvidos no caso. Outros dois ainda estão sendo julgados. Tropas da Grã-Bretanha também foram acusadas de praticar abusos no Iraque. Atualmente, três soldados britânicos estão sendo processados, acusados de maltratar civis. |
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