|
Soldado pega 10 anos de prisão por tortura no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O soldado americano Charles Graner, que foi considerado culpado de abusos contra prisioneiros em Abu Ghraib, no Iraque, foi condenado a 10 anos de prisão neste sábado. Graner, que é considerado o líder dos abusos cometidos na prisão, também foi dispensado do Exército americano. A sentença foi determinada por um júri militar um dia depois de Graner ter sido considerado culpado por uma corte marcial em Fort Hood, Texas. Graner disse que estava apenas cumprindo ordens para "suavizar" os prisioneiros. A promotoria, no entanto, alegou que Graner era o líder na série de abusos na prisão e o caracterizou como um sadista. Os abusos em Abu Ghraib provocaram repúdio internacional. Fotografias mostrando soldados americanos torturando e humilhando prisioneiros na prisão de Bagdá foram publicadas em jornais do mundo inteiro. Em uma das imagens que ficaram mais conhecidas, Graner aparece sorrindo atrás de uma pirâmide de prisioneiros nus. 'Fiz o que fiz' Antes de a sentença ser anunciada, o soldado de 36 anos pediu por complacência. Ele disse que estava apenas cumprindo ordens e que havia reclamado da maneira como os prisioneiros estavam sendo tratados em Abu Ghraib. "Eu fiz o que fiz. Muito do que eu fiz foi errado, criminoso. Eu não me diverti com o que fiz", afirmou. Graner afirmou que, ao reclamar a seus superiores do tratamento dado aos prisioneiros, ele receber ordens para continuar fazendo o que eles diziam. "Nós não estávamos tratando os prisioneiros da maneira como deveríamos, então eu reclamei", afirmou Graner. Mais cedo, os pais de Graner fizeram um apelo emocionado para que os jurados fossem complacentes com o filho deles. A mãe dele, Irma, disse que o filho "não era o monstro que todos pensavam". Graner foi considerado culpado em dez acusações, incluindo conspiração, abandono do dever, maus tratos, agressão e atos indecentes. Uma comissão independente decidiu, em agosto de 2004, que a responsabilidade pelos abusos cometidos em Abu Ghraib era praticamente toda dos soldados que tomavam conta da prisão, mas afirmou que o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, e outros superiores haviam falhado por não ter proporcionado a liderança adequada para prevenir os abusos. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||