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Atualizado às: 24 de março, 2005 - 18h03 GMT (15h03 Brasília)
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EUA pressionam Líbano para manter eleições em maio
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Ambiente está tenso no Líbano desde assassinato de ex-premiê
Os Estados Unidos pediram ao Líbano que realize eleições gerais na data prevista, em maio, com a presença de monitores internacionais, apesar da crise política enfrentada pelo país.

As eleições são necessárias para criar um "ambiente político diferente", disse um enviado dos Estados Unidos, David Satterfield.

Washington é um aliado importante dos grupos de oposição que fazem campanha para o fim da influência síria no Líbano.

Mas, segundo correspondentes, a pressão americana sobre o governo levou a ressentimentos entre setores da população que dizem que Washington não é imparcial.

Satterfield realiza sua segunda visita ao Líbano desde que um atentado a bomba matou o ex-primeiro-ministro do país, Rafik Hariri, no dia 14 de fevereiro.

Rumores

Os contatos do representante americano no Líbano se concentram principalmente em figuras da oposição, levando a rumores de que ele está no país para ajudar a oposição a derrubar as autoridades pró-Síria, dizem correspondentes.

Satterfield - que é um ex-embaixador dos Estados Unidos no Líbano - negou-se a dar detalhes sobre seu itinerário no país.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que a Síria vai anunciar "dentro de uma semana" seu cronograma para a retirada do restante de suas forças ainda no Líbano.

Mubarak fez tal declaração à televisão francesa durante visita a Paris.

O enviado das Nações Unidas, Terje Roed-Larsen, que visitou a região anteriormente, havia dito que um cronograma para a retirada completa será estabelecido no dia 7 de abril.

Sob intensa pressão internacional e grandes protestos oposicionistas, a Síria já transferiu suas tropas e agentes de inteligência de volta para a região do vale de Bekaa, no leste do Líbano, ou para a Síria.

Cerca de dez mil soldados permanecem no país, dos 14 mil que, estima-se, estavam em várias áreas do Líbano antes da morte de Hariri.

Líderes mundiais manifestaram temor com a possibilidade da volta da violência sectária no Líbano depois de duas explosões em áreas cristãs.

O presidente francês, Jacques Chirac, sugeriu que a explosão da quarta-feira - que matou três estrangeiros que trabalhavam em um shopping center em Kaslik - pode ter sido causada por militantes pró-síria que tentavam mostrar que a retirada das tropas é um erro.

O presidente pró-síria do Líbano, Emile Lahoud, apelou novamente por diálogo para por fim ao impasse que vem impedindo a formação de um novo governo.

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