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Oposição libanesa rejeita apelo de presidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os partidos de oposição no Líbano, em campanha contra a presença de tropas Sírias no país, rejeitaram uma oferta do presidente Emile Lahoud para negociações com o objetivo de terminar com a tensão política. O líder da oposição, Walid Jumblatt, disse que Lahoud fez o apelo como se fosse um presidente independente, quando na verdade é apoiado pela Síria. Lahoud tinha feito um apelo neste sábado para que fosse estabelecido um diálogo imediatamente entre a oposição anti-Síria de seu país e facções leais ao governo. As negociações, segundo ele, seriam necessárias para "chegar a um acordo no interesse do Líbano". Explosão O apelo de Lahoud foi feito pouco depois da explosão de um carro-bomba, num subúrbio predominantemente cristão da capital, Beirute, que deixou 11 pessoas feridas. "(O presidente) Lahoud pede que os dois lados cumpram suas responsabilidades históricas de proteger os mais altos interesses do Líbano nesse momento delicado, abrindo um diálogo direto e imediato para se chegar a um consenso no interesse do Líbano", disse um comunicado divulgado pelo gabinete de Lahoud. O comunicado afirma que o diálogo pode acontecer em qualquer lugar, "inclusive o palácio presidencial, que vai manter suas portas abertas". Lahoud cancelou um visita à Argélia onde compareceria a um encontro de cúpula árabe "por causa da situação no país". Ainda não se sabe quem seria o alvo do ataque. Mas a oposição diz que simpatizantes do governo querem causar tensão para justificar a presença de tropas Sírias no Líbano. Integrantes da oposição classificaram a explosão que feriu 11 pessoas como um ato de terrorismo e acusaram facções pró-Síria de estar por trás do atentado. Hariri O clima político no Líbano tem estado delicado desde o atentado a bomba que matou o antigo premiê do país, Rafiq Hariri, em 14 de fevereiro. A Síria, que tem tropas no Líbano, negou acusações de que tenha sido responsável pelo assassinato. O governo da Síria concordou em retirar suas tropas, em meio à intensa pressão internacional e depois de enormes protestos em Beirute. A Síria já recuou muitos soldados e agentes de inteligência para o Vale do Bekaa, no leste do Líbano, o para o seu próprio território. Carros-bombas eram comuns durante a guerra civil libanesa, de 1975 até o início dos anos 1990. |
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